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Correio da Manhã

Política
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NÃO VOU MUDAR NADA

O embaixador Caimoto Duarte é desde ontem o novo responsável pelos destinos do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa e Militares (SIEDM), cuja operacionalidade tem estado afectada desde 1999 quando foi divulgada uma lista dos seus operacionais levando ao afastamento do ministro da Defesa socialista, Veiga Simão.
5 de Dezembro de 2002 às 00:00
Já no final da cerimónia de tomada de posse, o ministro da Defesa, Paulo Portas, sublinhou a importância “de um bom serviço de informações” para a segurança nacional e “para as zonas de influência de Portugal no Mundo”. O governante, que declarou estar empenhado em recuperar “maior credibilidade do SIEDM junto dos seus homólogos”, espera que a nova equipa “seja um excelente contributo para que Portugal tenha um bom serviço de informações estratégicas”.

O novo director-geral foi parco em comentários e apenas manifestou intenção de “seguir o caminho já traçado na lei”. “Não vou mudar nada”, concluiu. No entanto, segundo chegou a noticiar o semanário “Expresso”, Caimoto Duarte está longe de ser uma figura desejada entre os quadros do SIEDM. Alguns sectores do organismo consideram mesmo que o embaixador não reúne as condições necessárias para o lugar onde preferiam ver um militar. Mas este desejo acabou por não ser cumprido. Para já a “secreta” militar vai continuar a ser dirigida por um diplomata depois de os seus “espiões” terem sido postos a descoberto por alegada quebra de sigilo parlamentar no tempo de Veiga Simão.

O embaixador, que substitui o também diplomata Barramão Ramos, tem como directores-gerais adjuntos, Paulo Viseu Pinheiro, e o coronel Vítor Gil Prata.
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