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Correio da Manhã

Política
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No Bolhão, líder do CDS foi aconselhado a não se coligar com Rio mas pediu maioria de direita

Campanha eleitoral do CDS rumou esta sexta-feira ao Porto, círculo onde o líder foi candidato em 2019.
Lusa 21 de Janeiro de 2022 às 15:42
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O presidente do CDS-PP visitou esta sexta-feira o Mercado do Bolhão, no Porto, onde foi aconselhado a não se juntar ao líder do PSD e antigo presidente da Câmara, Rui Rio, num futuro governo, mas insistiu numa maioria de direita.

A campanha eleitoral do CDS rumou esta sexta-feira ao Porto, círculo onde o líder foi candidato em 2019 (segundo da lista atrás de Cecília Meireles), para uma visita às instalações temporárias do Mercado do Bolhão.

A acompanhá-lo, a cabeça de lista às eleições legislativas de dia 30, Filipa Correia Pinto, o coordenador autárquico, Fernando Barbosa, ou o vice-presidente Miguel Barbosa.

Mal chegou, o presidente centrista ouviu uma crítica ao líder do PSD por parte de uma senhora: "Olha, mas não faças coligação lá com o Rio, que ele não presta".

Mais à frente, outra voltou à carga: "Este ainda pode ser que ganhe alguma coisa" - dizia enquanto apontava para a fotografia de Francisco Rodrigues dos Santos no panfleto que a comitiva ia distribuindo - "agora o Rio havia de ir parar mas era ao mar".

E justificou que lhe "ficou com um pó porque ele não fez nada" enquanto liderou a Câmara do Porto e "a mágoa é muito grande".

Mas entre bancas de frutas e legumes, o líder do CDS também ouviu que é "mais bonito ao vivo" e foi elogiado por Cecília, por "falar tanto e tão bem" na televisão.

Francisco Rodrigues dos Santos recebeu desejos de felicidades e boa sorte, aos quais respondeu estar "a trabalhar para isso".

Em declarações aos jornalistas durante a visita, o líder centrista afirmou que "nestas bancas há de facto algumas críticas a outros líderes partidários".

E considerou que "o facto de não ter havido coligação" entre PSD e CDS nestas eleições legislativas é uma oportunidade para o CDS afirmar o seu espaço próprio, os seus compromissos eleitorais".

"E dar garantia ao portugueses de que nenhum voto no CDS servirá para entendimentos com António Costa nem para irmos parar ao colo do primeiro-ministro, é mesmo um voto de mudança para Portugal", acrescentou.

"Rui Rio é o líder do maior partido do centro-direita e portanto eu, como presidente do CDS, tudo farei para que os votos do meu partido somem a uma nova maioria de direita no parlamento", garantiu Rodrigues dos Santos, admitindo que se a esquerda continuar no poder "seria um mau resultado para o CDS".

Dirigindo-se aos eleitores que "querem uma governação de direita", defendeu que "isso só se fará com um CDS forte e com um partido à direita, como o CDS, capaz de estabelecer pontes com o PSD".

"Aqueles que pensam como nós têm de votar em nós. Dando-nos a força do seu voto, ele nunca será desperdiçado porque formará uma maioria de direita e obrigará Rui Rio a governar à direita, com valores de direita e não entender-se com António Costa", realçou, apontando que "nenhum voto no CDS será desperdiçado, nem será em vão".

Insistindo que "já não interessa saber quem ganha as eleições" porque "desde 2015 que o voto útil acabou", o presidente do CDS salientou que "o que é verdadeiramente importante é saber quais são as maiorias que se conseguem formar no parlamento".

"Não interessa saber se Rui Rio fica em primeiro lugar, não, porque o que interessa é o somatório dos votos de todos os partidos à direita", considerou.

Nas eleições legislativas de 2019, o CDS elegeu um deputado pelo círculo do Porto, Cecília Meireles.

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