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Correio da Manhã

Política
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Palmas e cravos vermelhos no último adeus a Jorge Coelho em Mangualde

Marcelo Rebelo de Sousa, o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, e o primeiro-ministro, António Costa, marcaram presença.
Lusa 10 de Abril de 2021 às 15:30
Último adeus a Jorge Coelho
O último adeus a Jorge Coelho
O último adeus a Jorge Coelho
O último adeus a Jorge Coelho
O último adeus a Jorge Coelho
O último adeus a Jorge Coelho
O último adeus a Jorge Coelho
O último adeus a Jorge Coelho
Último adeus a Jorge Coelho
O último adeus a Jorge Coelho
O último adeus a Jorge Coelho
O último adeus a Jorge Coelho
O último adeus a Jorge Coelho
O último adeus a Jorge Coelho
O último adeus a Jorge Coelho
O último adeus a Jorge Coelho
Último adeus a Jorge Coelho
O último adeus a Jorge Coelho
O último adeus a Jorge Coelho
O último adeus a Jorge Coelho
O último adeus a Jorge Coelho
O último adeus a Jorge Coelho
O último adeus a Jorge Coelho
O último adeus a Jorge Coelho
Centenas de pessoas estiveram no centro de Mangualde para o último adeus a Jorge Coelho, com lágrimas, palmas e cravos vermelhos "à maior referência" do concelho, destacou o presidente da câmara, Elísio Oliveira.

"É um dia triste para Mangualde, uma vez que nos despedimos da sua maior referência política e social. Hoje é o dia em que nos despedimos do seu corpo, mas também é o dia em que assumimos plenamente o seu legado", disse Elísio Oliveira.

Ao Largo Dr. Couto, onde fica a Câmara Municipal de Mangualde, no centro da cidade, deslocaram-se personalidades como Rosa Mota, antigos companheiros da política como Francisco Assis e Edite Estrela, e também os autarcas da região dos vários quadrantes políticos e responsáveis civis e militares.

"Jorge Coelho era uma pessoa irrepetível, tanto era amigo do Presidente da [Organização das Nações Unidas, António Guterres] como do mais humilde dos pastores. Tanto entrava nos grandes salões como pisava um prado e essa transversalidade, essa liberalidade, essa bonomia, essa forma espontânea, genuína e autêntica que suscitava a maior das admirações das pessoas de todos os quadrantes políticos e sociais", sublinhou Elísio Oliveira.

O autarca defendeu que quando se perde "um valor destes" toda a gente fica "mais pobre e [enlutada]", lembrando que foi a razão que levou a autarquia a decretar três dias de luto municipal, que terminam hoje.

"Fica a sua memória e em nós, seus admiradores, a responsabilidade de perpetuarmos essa memória e de a repetirmos", assumiu Elísio Oliveira, minutos antes da chegada do cortejo fúnebre para uma última homenagem na praça pública, com um minuto de silêncio.

O corpo do antigo ministro chegou a Mangualde vindo de Lisboa, onde pela manhã tinha havido uma missa de corpo presente na Basílica da Estrela, por onde passaram várias personalidades.

Entre elas contaram-se as mais altas figuras do Estado como o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, e o primeiro-ministro, António Costa, entre outros políticos.

Na praça mangualdense estiveram a ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, os secretários de Estado do Desporto, João Paulo Rebelo, e da Igualdade, Rosa Monteiro, também eles oriundos da região.

"Até sempre com saudade Jorge Coelho", dizia uma faixa da Cooperativa Agropecuária dos Agricultores de Mangualde. O antigo governante tinha no seu concelho-natal uma queijaria que criou "cerca de 20 postos de trabalho direto e dinamiza cerca de 40 rebanhos".

"Isso é importante para manter este produto em que era o maior produtor queijo DOP Serra da Estrela e isso para nós também é um caráter distintivo do nosso território e de afirmação da nossa economia", destacou o presidente da câmara.

Um investimento que, no entender de Elísio Oliveira, "transforma uma lógica empresarial" uma vez que "é um investimento de amor à terra, de quem exprime um sentimento telúrico, de amor à terra, de amor ao pastoreio que acompanhou e conheceu, acompanhando o seu avô e nunca esqueceu".

Após um minuto de silêncio, foram as palmas que ecoaram na praça enquanto um grupo de cidadãos atirou para a viatura fúnebre cravos vermelhos que acabaram por ir marcando o trajeto até ao cemitério de Santiago de Cassurrães, onde foi depositado no jazigo de família.

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