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Correio da Manhã

Política
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PAN disponível para dialogar, mas quer ser alternativa de Governo

Nelson Silva indicou também que "a este ponto não há condições nenhumas ou critérios" para "entrar ou não num Governo".
Lusa 9 de Novembro de 2021 às 13:59
Nelson Silva, PAN
Nelson Silva, PAN FOTO: Facebook

O PAN manifestou-se esta terça-feira disponível para dialogar com o próximo executivo que saia das eleições legislativas de 30 de janeiro, apesar de estar concentrado na apresentação de um programa e uma alternativa de Governo.

"O PAN está disponível para apresentar uma solução alternativa e viável nas próximas eleições, uma alternativa ecologista, humanista e animalista, e é nisso que nos vamos focar, é o nosso maior foco. E obviamente que estamos sempre disponíveis para dialogar, com a força que temos, sempre disponíveis para trabalhar em prol do país", afirmou o deputado Nelson Silva.

O dirigente do partido Pessoas-Animais-Natureza falava aos jornalistas na Assembleia da República, em Lisboa, numa reação à entrevista do primeiro-ministro à RTP, na segunda-feira à noite.

"A nossa proposta de alternativa é um programa PAN para um Governo PAN e exclusivamente PAN", frisou.

Nelson Silva indicou também que "a este ponto não há condições nenhumas ou critérios" para "entrar ou não num Governo".

"Porque aquilo que é o nosso apanágio é negociar e fazer pontes e, nesta altura, o nosso maior foco é apresentar um programa estável e um programa que seja alternativa ao Governo", afirmou.

Questionado se teme perder votos nas eleições legislativas antecipadas de 30 de janeiro, Nelson Silva respondeu negativamente.

"Não tememos perder representação, aliás, até pensamos que conseguimos crescer nas próximas eleições, fruto também daquilo que é o nosso trabalho e o facto de a população portuguesa perceber que somos um partido responsável e um partido diferente, que fazemos política de maneira muito diferente do tradicional", salientou.

O deputado disse que o partido tem confiança no trabalho que tem desenvolvido, especialmente desde que conseguiu formar um grupo parlamentar, em 2019, e defendeu que o PAN tem "provado por diversas vezes que, para além de ter uma grande capacidade de trabalho, tem uma grande capacidade de diálogo e de levar a bom porto" as suas iniciativas.

O primeiro-ministro recusou na segunda-feira que uma maioria absoluta do PS seja perigosa para a democracia, mas assumiu que se os socialistas não a alcançarem nas eleições procurará um entendimento "duradouro" com os parceiros de esquerda.

"Peço o voto dos portugueses para uma solução estável para quatro anos de Governo. Com ou sem maioria [absoluta], não deixarei de dialogar", declarou o líder do PS.

António Costa considerou ainda que a 'geringonça' "indiscutivelmente acabou" e indicou que cabe aos portugueses escolher "o que virá a seguir".

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