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Correio da Manhã

Política

PAN quer "compromissos a quatro anos" para política ambiental do Porto

Líder parlamentar do PAN falou ainda das "medidas fundamentais em relação à proteção do estuário do Douro".
Lusa 24 de Setembro de 2021 às 17:59
Bebiana Cunha, cabeça de lista do PAN à Câmara Municipal do Porto
Bebiana Cunha, cabeça de lista do PAN à Câmara Municipal do Porto FOTO: Sérgio Queirós/RTP
A cabeça de lista do PAN à Câmara Municipal do Porto quer trazer "compromissos a quatro anos" para a política ambiental da cidade, "uma clara falha da política atual", que tem sido "pouco transparente", considera.

"O programa de Rui Moreira faz compromissos a nível da descarbonização e neutralidade carbónica a muito longo prazo, e o candidato do PS [anda] a fazer compromissos até 2030, mas os compromissos do PAN são a quatro anos", vincou esta sexta-feira Bebiana Cunha.

A candidata falava à agência Lusa à margem da Greve Climática Estudantil que desfilou esta sexta-feira pelas ruas do Porto.

Para a deputada municipal, "quando alguém se candidata a umas eleições, deve ter sérios compromissos para esse mandato, e depois venha o próximo para fazer outros compromissos".

"Tem sido uma clara falha da política atual", considerou.

A cabeça de lista do partido Pessoas-Animais-Natureza destacou que o Plano Diretor Municipal (PDM) da cidade "simplesmente traz uma série de cartas, em que com uma carta verde e azul pretende de alguma forma limpar aquela que é a carta rosa, que é a carta que dá luz verde à impermeabilização de uma série de espaços verdes na cidade, que reduz substancialmente aquela que vai ser a área verde na cidade, e que infelizmente o executivo municipal não tem contabilizado".

"Quando diz que vai aumentar em cerca de 20 campos de futebol a área verde na cidade, não apresenta os outros cálculos -- a área verde perdida. Basta vermos a construção do El Corte Inglés [na Boavista], que vai impermeabilizar um amplo espaço que poderia ser um jardim de usufruto público", destacou.

O PDM aprovado está "em contraciclo com a adaptação da cidade às alterações climáticas, e ainda mais com a qualidade de vida das pessoas na cidade", defendeu, acrescentando que foi feito "para o século XX, e não para o século XXI".

Ainda sobre esse documento, a candidata afirmou que "é para inglês e para portuense verem", já que, "para um portuense que possa não explorar a informação, a identificação dessa carta até pode parecer algo positivo".

"Infelizmente, o atual executivo tem sido perito em mostrar apenas uma parte da informação, e tem pecado por falta de transparência", sublinhou.

Essa falta de transparência é "em tudo, mas no ambiente também, em áreas específicas", como a qualidade do ar, que não é conhecida "porque as duas estações na cidade estão frequentemente avariadas, e nunca vimos o executivo municipal a exigir o funcionamento das mesmas ou a implementas um projeto de medição da qualidade do ar na cidade".

A líder parlamentar do PAN falou ainda das "medidas fundamentais em relação à proteção do estuário do Douro, perante o qual o executivo municipal tem tido voz zero".

São cabeças de lista à presidência da Câmara do Porto, nas eleições de domingo, o atual presidente Rui Moreira (movimento independente "Rui Moreira: Aqui há Porto" - apoiado por IL, CDS, Nós, Cidadãos!, MAIS), Tiago Barbosa Ribeiro (PS), Vladimiro Feliz (PSD), Ilda Figueiredo (CDU), Sérgio Aires (BE), Bebiana Cunha (PAN), António Fonseca (Chega), Diogo Araújo Dantas (PPM), André Eira (Volt Portugal), Bruno Rebelo (Ergue-te) e Diamantino Raposinho (Livre).

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