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Correio da Manhã

Política
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Parlamento português condena morte Marielle Franco e faz minuto de silêncio

Voto apresentado pelo Bloco de Esquerda só não foi subscrito pelo CDS.
Lusa 16 de Março de 2018 às 12:45
Marielle Franco
Marielle Franco
Marielle Franco
Carro onde seguia Marielle Franco, vereadora assassinada no Rio de Janeiro
Marielle Franco
Marielle Franco
Marielle Franco
Carro onde seguia Marielle Franco, vereadora assassinada no Rio de Janeiro
Marielle Franco
Marielle Franco
Marielle Franco
Carro onde seguia Marielle Franco, vereadora assassinada no Rio de Janeiro

O parlamento português condenou esta sexta-feira a morte da vereadora e ativista dos direitos humanos Marielle Franco, do Rio de Janeiro, Brasil, "brutalmente assassinada a tiro na passada quarta-feira".

O voto de pesar e condenação foi anunciado logo na quarta-feira pela líder do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, durante o debate quinzenal com o primeiro-ministro, e é subscrito pelo presidente do parlamento, Ferro Rodrigues, BE, PS, PCP, PSD, PEV e pelo deputado André Silva, do partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN). Apenas o CDS não subscreveu o voto.

O texto aprovado pelos deputados refere que Marielle Franco era relatora da comissão de acompanhamento da Intervenção Federal no Rio de Janeiro e, "nos últimos dias, havia denunciado o assassinato de jovens negros pela Polícia Militar do estado".

"Socióloga, feminista, militante dos direitos humanos e crítica da recente ocupação de vastas áreas urbanas pela intervenção militar do governo federal no Rio de Janeiro, Marielle Franco empenhou-se na luta pelos direitos humanos, especialmente em defesa dos direitos das mulheres negras e dos moradores de favelas e periferias, e na denúncia da violência policial", acrescenta o voto.

No texto, a Assembleia da República exprime "a mais veemente condenação pela violência e pelos crimes políticos e de ódio que aumentam de dia para dia no Brasil".

O carro em que a vereadora viajava foi alvejado com tiros na quarta-feira à noite quando saía de um evento no bairro da Lapa, na zona central da capital carioca.

O crime, que tem indícios de ter sido uma execução, está a ser investigado pelas autoridades policiais locais.

A Organização das Nações Unidas (ONU) já pediu que as investigações "sejam feitas o mais rápido possível" e de forma "completa, transparente e independente", para que os resultados "possam ser vistos com credibilidade".

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