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Correio da Manhã

Política

Partidos pedem que a população continue a vacinar-se contra a Covid-19 após reunião do Infarmed

Partidos reagiram esta sexta-feira à reunião dos especialistas do Infarmed.
Correio da Manhã e Lusa 19 de Novembro de 2021 às 18:04
Assembleia da República
Assembleia da República FOTO: Miguel Baltazar
Os partidos reagiram esta sexta-feira à reunião dos especialistas do Infarmed para debater a situação da pandemia de Covid-19 em Portugal.

Do lado do PS, Maria Antónia Almeida Santos considera que o País está "numa situação mais confortável" do que em 2020, mas "não se pode baixar a guarda" para combater a pandemia. Maria Antónia Almeida Santos considerou que a estratégia de vacinação em Portugal "foi um êxito", salientou a "capacidade do povo português na adesão à vacina" contra a covid-19 e a eficaz organização da equipa coordenadora deste processo. A deputada do PS apontou também que em Portugal há um segmento da população em situação vulnerável face à covid-19, numa alusão aos mais idosos.

O deputado do PSD, Ricardo Baptista Leite, refere que as mensagens principais que retirou da reunião foram que a população "deve continuar a vacinar-se" e que é fundamental a recuperação de resposta a doença que não a Covid-19. Em declarações aos jornalistas, no final da reunião de avaliação sobre a situação da pandemia em Portugal, que junta especialistas e políticos na sede do Infarmed, em Lisboa, o deputado do PSD Ricardo Baptista Leite salientou que "a vacinação funciona, salva vidas e evita casos graves de covid-19".

"Os centros de saúde não aguentam mais ver os seus médicos, os seus enfermeiros, os seus profissionais a serem retirados para serem colocados em centros de vacinação. A partir do momento em que assumimos que a vacinação nos próximos meses vai ter de ser uma prioridade, temos de ter equipas próprias para a vacinação e, agora no inverno, equipas próprias para tratar de doentes respiratórios sem afetar a atividade de centros de saúde", alertou ainda Ricardo Baptista Leite.

Por sua vez, o Bloco de Esquerda garante que é "urgente" acelerar a vacinação o mais depressa possível e considera que "desde o início da pandemia que é notório que os serviços de saúde precisam de mais profissionais". Moisés Ferreira defendeu que "a vacinação resulta" e que "a melhor forma de fazer face a um recrudescimento dos casos da pandemia" e de "debelar de forma futura e permanente a pandemia é exatamente reforçar a vacinação".

PCP, na voz de Bernardino Soares, considera que o aumento de casos "exige acompanhamento", mas não é preciso ainda "dramatizar". Assim, o partido salienta que o inverno é o grande responsável pelo agravamento de Covid-19, pelo que, "estamos numa luta contra o tempo" para que o reforço de vacinação seja feito até ao Natal. A vacinação contra a gripe também vai desempenhar um papel importante para evitar um crescimento no número de internamentos, sustentou Bernardino Soares, "mas isso não se faz por decreto e não se faz não reforçando os meios que estão no terreno".

Cecília Correia, porta-voz do CDS, considera que a reunião permitiu perceber "que os portugueses estão a aderir à vacinação", mas ainda assim, "é necessário reforçar as estruturas, para que no Natal não se lamente uma reação tardia do Governo". "Na reunião de hoje ficámos a perceber que não há comparação possível entre o cenário que estamos a viver e os cenários do passado que justificaram confinamentos ou medidas restritivas da vida social e económica do país", afirmou a porta-voz do CDS-PP."Esperamos que no Natal não estejamos a lamentar uma vez mais a reação tardia do Governo", salientou.

Mariana Silva, do PEV, concordou com os restantes partidos considerando que é necessário aumentar a vacinação em Portugal para combater a pandemia. O partido considera ainda que é necessário que os "locais de trabalho dos portugueses estejam protegidos e sejam disponibilizadas máscaras". Mariana Silva referiu ainda que a reunião permitiu perceber que a vacinação impediu mais mortes e internamentos provocados pela covid-19, mas advertiu que é preciso reforçar os profissionais de saúde que estão a braços com a vacinação de reforço e a da gripe.

A Iniciativa Liberal apontou esta responsabilidade ao Governo "para garantir um processo de vacinação célere e atempado" e quer atenção para as doenças não covid, pedindo ao executivo que evite uma gestão da pandemia "com base em ciclos políticos". Carla Castro avisou ainda que não é apenas o plano de vacinação que importa controlar já que "o não Covid não pode ser descurado".

Todos os partidos referem assim que pretendem que a população continue a vacinar-se contra a Covid-19 para que a pandemia permaneça controlada em Portugal.
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