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Correio da Manhã

Política
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Passos Coelho indigitado primeiro-ministro

O Presidente da República, Cavaco Silva, indigitou esta quarta-feira o presidente do PSD, Pedro Passos Coelho para o cargo de primeiro-ministro.
15 de Junho de 2011 às 13:17
Primeiro-ministro indigitado passará agora à fase de formação de Governo, leia-se convites, mas dará tudo em primeira mão ao Presidente da República
Primeiro-ministro indigitado passará agora à fase de formação de Governo, leia-se convites, mas dará tudo em primeira mão ao Presidente da República FOTO: Miguel A. Lopes/Lusa

Numa curta nota oficial distribuída aos jornalistas, a Presidência da República refere que "ouvidos os partidos representados na Assembleia da República, tendo em conta os resultados das eleições legislativa de 5 de Junho e o acordo de coligação estabelecido entre o Partido Social Democrata e o Centro Democrático Social - Partido Popular, o Presidente da República indigitou hoje o presidente da Comissão Política nacional do Partido Social Democrata, dr. Pedro Passos Coelho, para o cargo de Primeiro-Ministro".

A nota foi distribuída escassos minutos depois de Passos Coelho abandonar o Palácio de Belém, depois de ter garantido aos jornalistas que estão reunidas as condições para abrir um novo capítulo "de mudança, com um Governo estável".

O primeiro-ministro indigitado passará agora à fase de formação de Governo, leia-se convites, mas dará tudo em primeira mão ao Presidente da República.

Esta quinta-feira será conhecido o acordo do Governo de coligação com a respectiva assinatura.

"SOU UM HOMEM DE PALAVRA"

O também presidente do PSD foi confrontado pelos jornalistas sobre a escolha do próximo presidente do Parlamento, a segunda figura de Estado. Na resposta, Passos Coelho frisou: "Sou um homem de palavra."

O PSD irá indicar, conforme o compromisso assumido pelo líder laranja, o nome de Fernando Nobre para o cargo e o processo será passado para o cargo parlamentar.

Passos Coelho confirmou que a Presidência da República está fora do acordo político com o CDS, tal como já o afirmara horas antes Paulo Portas.

Em suma, caberá ao plenário eleger ou não o fundador da AMI, sendo certo que neste ponto o CDS transmitiu ainda antes da campanha eleitoral que não o aprovaria.
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Recorde-se que são precisos 116 votos a favor para garantir a eleição do presidente do Parlamento.

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