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"Pedi uma audiência ao presidente para explicar a decisão, é uma prática recorrente": Rangel sobre encontro com Marcelo

Miguel Poiares Maduro será o coordenador do programa do candidato à liderança do PSD, que rejeita 'bloco central' com PS de Costa.
Correio da Manhã e Lusa 28 de Outubro de 2021 às 16:44
Paulo Rangel
Paulo Rangel FOTO: Pedro Ferreira
O candidato à presidência do PSD, Paulo Rangel, rejeitou, esta quarta-feira, formar um 'bloco central' com o PS e António Costa, na eventualidade de existirem eleições legislativas.

"Enquanto candidato a líder do PSD, está fora de questão dar a mão a PS e Costa e fazer renascer um bloco central", disse.

Rangel afirmou ainda que "todo o voto no PS será inutil, porque não há entendimento possível [à esquerda] e inútil à direita porque recusaremos sempre essa má decisão".

O eurodeputado criticou os "seis anos de governo da geringonça", que mostram que os socialistas "não têm nem terão condições para governar Portugal nos próximos anos".

Paulo Rangel defendeu também a realização de eleições legislativas em 20 ou 27 de fevereiro, considerando que seria "um prazo racional, razoável e rápido".

Rangel adiantou ainda que apoia a iniciativa de "mais de seis dezenas de conselheiros nacionais" e pediu que o Congresso do PSD fosse antecipado para 17, 18 e 19 de dezembro.

Em declarações aos jornalistas, o candidato à liderança social democrata anunciou que Miguel Poiares Maduro será o coordenador das bases do programa eleitoral da candidatura e Fernando Alexandre aceitou o convite para ficar responsável pela área económica.

Paulo Rangel aproveitou para explicar o polémico encontro com o Presidente da República, que mereceu críticas de Rui Rio.

"Sem consultar ninguém, apresentei a minha candidatura, no dia seguinte pedi uma audiência ao Presidente para explicar a decisão, é uma prática recorrente", apontou, antes de dizer que não vê "nenhum simbolismo político" na data escolhida por Marcelo para o encontro.

"O Presidente da República a 11 de janeiro de 2019 reuniu com o candidato Rui Rio e, na altura, ele não fez um discurso a dizer que achava inaceitável que o Presidente fizesse isso", criticou.

"Verbero a forma como tratou o Presidente da República, não acho que seja própria de um candidato a primeiro-ministro, mas isso ele [Rui Rio] saberá", acrescentou.
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