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Correio da Manhã

Política
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PERIGO DE DÉFICE EXCESSIVO EM PORTUGAL

O Presidente da República alertou ontem para o perigo de Portugal entrar em "défice excessivo" em "vésperas de eleições", aproveitando a provável flexibilidade que será introduzida nas regras orçamentais impostas por Bruxelas.
27 de Novembro de 2003 às 00:00
As palavras do Chefe de Estado foram proferidas na Assembleia da República, antes da cerimónia de lançamento do livro "Sonho desfeito", sobre o deputado da Ala Liberal José Pedro Pinto Leite.
Interrogado sobre a decisão dos ministros das Finanças da Zona Euro de isentarem de sanções a Alemanha e a França por terem défices superiores a três por cento do PIB, limite imposto pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC), Sampaio lembrou que foi "uma das primeiras vozes a defender a necessidade de uma maior flexibilidade nas regras do Pacto".
"Nessa altura, levei muita pancada, mas, pelos vistos, agora tenho razão", comentou o Presidente da República, para quem as regras do PEC "foram feitas num momento de expansão económica", sem se "cuidar de prever ciclos económicos menos favoráveis".
Segundo Jorge Sampaio, "o debate (sobre o futuro do PEC) está em aberto" e "o desenvolvimento económico de Portugal tem de assentar em questões estruturais".
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