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Correio da Manhã

Política
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Plano Ferroviário Nacional com objetivos e sem contas feitas

Projeto foi lançado esta segunda-feira e vai agora para auscultação pública.
Andresa Pereira 20 de Abril de 2021 às 08:14
Comboio da CP
Ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, no lançamento do plano
Comboio da CP
Ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, no lançamento do plano
Comboio da CP
Ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, no lançamento do plano
O Governo tem grandes ambições para a ferrovia nos próximos anos e quer torná-la central na mobilidade dos portugueses, mas ainda não fez as contas sobre quanto vai custar cada objetivo traçado no esboço do primeiro Plano Ferroviário Nacional, que esta segunda-feira foi lançado.

Um dos desejos é a criação de um eixo de alta velocidade entre Lisboa e Porto, até 2030. Desta forma, a viagem que demora cerca de três horas, poderá ser feita apenas em 01h15.

Outro objetivo, entre os vários apresentados, é reduzir o tempo de viagem entre Lisboa e Leiria, que demora três horas, por não haver ligação direta devido à falta de modernização na Linha do Oeste.

O ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, não consegue compreender o desinvestimento na ferrovia. “É difícil compreender a inteligência nacional que levou a que tivéssemos deixado de investir na ferrovia”, criticou.

O plano segue agora para auscultação dos cidadãos, até julho. Ao CM, fonte do o Ministério das Infraestruturas garantiu que este é o motivo pelo qual ainda não há valores estimados.

Posteriormente, o Governo irá redigir o plano, que será apresentado entre outubro e dezembro e colocado em discussão pública. Apenas em 2022 o Executivo fará a redação final, para aprovação em Conselho de Ministros.

CP quer resolver dívida histórica
O vice-presidente da CP, Pedro Moreira, defendeu esta segunda-feira que, apesar da empresa “ter capacidade para dar resposta à emergência do plano ferroviário”, tem de resolver a dívida histórica e ter autonomia de gestão para competir, quando a infraestrutura tiver melhores condições.

O ministro das infraestruturas, Pedro Nuno Santos, sublinhou que “o Estado tem de financiar a dívida da CP, porque, no passado, não pagava os serviços exigidos”.
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