Barra Cofina

Correio da Manhã

Política
8

Presidente da República recorda que tem insistido no esclarecimento integral do caso de Tancos

Polícia Judiciária deteve esta terça-feira militares da Polícia Judiciária Militar e da Guarda Nacional Republicana e um outro suspeito.
25 de Setembro de 2018 às 14:16
Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República
Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República
Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República
Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa
O Presidente da República divulgou esta terça-feira uma nota a relembrar que "insistiu desde o primeiro dia no esclarecimento integral do caso de Tancos" e que reiterou recentemente que esperava desenvolvimentos.

"O Presidente da República relembra que insistiu desde o primeiro dia no esclarecimento integral do caso de Tancos e na importância da investigação criminal; ainda recentemente, a 10 de setembro, reiterou que esperava desenvolvimentos nessa investigação", refere a nota, divulgada no 'site' da Presidência.

A Polícia Judiciária deteve hoje militares da Polícia Judiciária Militar e da Guarda Nacional Republicana e um outro suspeito e realizou buscas em vários locais nas zonas da Grande Lisboa, Algarve, Porto e Santarém.

Segundo um comunicado da Procuradoria-Geral da República, no inquérito no qual decorreram as detenções, "investigam-se as circunstâncias em que ocorreu o aparecimento, em 18 de outubro de 2017, na região da Chamusca, de material de guerra furtado em Tancos.

Em 10 de setembro, o chefe de Estado disse ter "uma forte esperança" de que as conclusões da investigação criminal ao desaparecimento de material militar de Tancos fossem conhecidas dentro "de dias ou de semanas - e não de meses".

"Estamos, penso eu, na ponta final da investigação criminal. E essa investigação criminal irá apurar, certamente, factos e eventuais responsáveis. E eu hoje tenho uma forte esperança que seja uma questão de dias ou de semanas e não de meses, portanto, que estejamos mesmo muito próximos do conhecimento das conclusões da investigação criminal", afirmou, em declarações aos jornalistas à margem de uma visita ao Centro de Educação para o Cidadão com Deficiência (CECD), no concelho de Sintra.

O furto de material militar dos paióis de Tancos - instalação entretanto desativada - foi revelado no final de junho de 2017. Entre o material furtado estavam granadas, incluindo antitanque, explosivos de plástico e grande quantidade de munições.

Em 18 de outubro passado, a Polícia Judiciária Militar recuperou, na zona da Chamusca, quase todo o material militar que tinha sido furtado da base de Tancos no final de junho, à exceção das munições de 9 milímetros.

Contudo, entre o material encontrado, num campo aberto na Chamusca, num local a 21 quilómetros da base de Tancos, havia uma caixa com cem explosivos pequenos, de 200 gramas, que não constava da relação inicial do que tinha sido roubado, o que foi desvalorizado pelo Exército e atribuído a falhas no inventário.

Citando partes de acórdãos do Ministério Público relativos à investigação judicial ao furto de Tancos, o jornal Expresso referia, em 14 de julho, que, além das munições de 9 milímetros, há mais material em falta entre o que foi recuperado na Chamusca, como granadas de gás lacrimogéneo, uma granada de mão ofensiva, e cargas lineares de corte.


Ver comentários