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Correio da Manhã

Política
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PS alega que sem PSD debate nas rádios não permitiu discutir "questões mais importantes"

Principal tema do debate foi a possível maioria absoluta do PS.
Lusa 20 de Janeiro de 2022 às 15:22
O secretário-geral do PS, António Costa, lamentou a ausência do PSD do debate das rádios, realizado esta manhã, considerando que não permitiu a discussão das "questões mais importantes que estão nesta campanha".

"Creio que o mais significativo deste debate foi o facto de ter estado ausente o PSD e, portanto, não podermos ter discutido as questões mais importantes desta campanha, porque a questão mais importante não é saber como é que se vai governar, é saber para que é que se vai governar", disse António Costa aos jornalistas à saída do debate, realizado nas instalações da RTP, em Lisboa.

O debate, que reuniu sete dos nove partidos que conseguiram representação parlamentar nas últimas legislativas e que foi transmitido em simultâneo na Antena 1, Rádio Renascença e TSF não contou com os líderes do PSD e Chega, que optaram por prosseguir a campanha eleitoral.

Na quarta-feira, o presidente do PSD, Rui Rio, justificou a decisão de falhar o debate, explicando que opta antes por passar por todos os distritos de Portugal Continental nesta campanha, mas disse que estava disponível para participar à distância ou ser substituído por outro dirigente do PSD.

Num vídeo partilhado esta quinta-feira na plataforma social Twitter, Rio disse que foi colocado "entre a espada e a parede".

"Ou nesta campanha eleitoral, pura e simplesmente, não vou a Bragança nem a Vila Real e faço o 10.º debate, ou então não participo no 10.º debate e não deixo de ir a Bragança e a Vila Real. Eu não quero deixar nenhum distrito por visitar", disse o líder social-democrata que acrescentou que não lhe será possível ir às regiões autónomas dos Açores e da Madeira.

Em nota conjunta, as três rádios que transmitiram o debate referiram que não aceitaram propostas para a participação remota, alegando que tal "colocaria em causa a dinâmica do debate e não garantia a necessária qualidade técnica".

A ausência do presidente do PSD na iniciativa foi também abordada pela coordenadora do BE, Catarina Martins, que considerou que o debate, sem Rui Rio, foi "um pouco estranho".

"É um pouco estranho um debate em que não temos o líder do PSD, porque seria bom, também, esse confronto. Nós gostamos muito, também, de confrontar as diferenças da direita e haveria muito para fazer, mas isso são as escolhas de cada um e de cada uma", referiu.

Ainda assim, a coordenadora bloquista apontou que o debate, sem os candidatos Rui Rio e André Ventura, do Chega, decorreu com menos ruído.

O presidente do Chega encontra-se esta quinta-feira em campanha, realizando uma arruada em Mirandela, e um jantar-comício em Chaves.

Um dos principais temas abordados durante o debate, que se prolongou por duas horas, um dos principais temas foi uma possível maioria absoluta do PS.

No final, aos jornalistas, Catarina Martins assegurou que uma maioria do PS seria "não resolver problemas fundamentais".

Rui Tavares, cabeça de lista do Livre por Lisboa, acredita a maioria absoluta do PS não é a única alternativa para a estabilidade.

"A maneira mais direta de o PS não chegar à maioria absoluta e haver uma maioria de esquerda que funcione na próxima legislatura é um voto no Livre, porque a discussão em torno do Orçamento, das negociações orçamentais permitem a António Costa retirar votos ao Bloco de Esquerda e a PCP, mas a subida do Livre pode impedi-lo de chegar à maioria absoluta", atirou.

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