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Correio da Manhã

Política
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PSD "rouba" município de Góis ao PS ao fim de 39 anos

Socialista tinham a câmara de Góis desde as autárquicas de 1982.
Lusa 27 de Setembro de 2021 às 18:09
Câmara Municipal de Góis
Câmara Municipal de Góis FOTO: Ricardo Almeida
O PSD venceu as eleições para o município de Góis, no interior do distrito de Coimbra, que era governando desde as autárquicas de 1982 pelo PS, que acabou relegado para terceira força política no concelho.

"Acho que foi o reconhecimento do trabalho que fizemos ao longo de quatro anos, da equipa que constituímos, e do facto das pessoas se identificarem connosco, com a nossa postura, com aquilo que desenvolvemos na Câmara e Assembleia Municipal", disse à agência Lusa o candidato vencedor Rui Sampaio.

Chefe do serviço de finanças no concelho vizinho da Lousã, o futuro presidente da autarquia de Góis atribuiu também a vitória, ainda que sem maioria absoluta, "a alguma vontade de mudar o que tem sido a política no concelho nos últimos anos".

Rui Sampaio promete "trabalho e dedicação, porque há muitas coisas por fazer".

O PSD, que só por uma vez tinha governado o concelho, entre 1979 e 982, elegeu dois vereadores, tantos como o movimento Independentes por Góis, e o PS um.

Nestas eleições, a socialista Lurdes Castanheira, que liderou a Câmara nos últimos três mandatos, não se pode recandidatar por limite de mandatos e foi substituída, primeiro por Mário Garcia, que renunciou por questões de saúde, e depois por Graciano Rodrigues.

Apesar de não ter maioria absoluta, Rui Sampaio espera que durante o mandato "prevaleça o bom senso" e que a oposição "esteja focada no desenvolvimento do concelho e nos seus superiores interesses".

"Durante a campanha, percebemos que há uma série de dificuldades que nos foram sendo reportadas e situações que estão por resolver, desde acessibilidades rodoviárias, acesso à internet e apoio aos empresários", referiu.

O candidato do movimento Independentes por Góis, José Rodrigues, disse à agência Lusa que a expectativa e o objetivo era ganhar as eleições, mas que tem de respeitar a democracia e o voto do povo e sujeitar-se a ficar na oposição.

"Estaremos sempre com espírito de ajuda e postura construtiva para tudo o que seja melhor para Góis", assegurou.

"Tudo o que seja em prol do desenvolvimento de Góis podem contar connosco", sublinhou.

O candidato realçou ainda que os Independentes por Góis conquistaram mais uma freguesia, passando a ter duas das quatro do concelho.

O PS, que foi relegado para terceira força partidária, atribui o resultado ao desgaste da atual presidente nos últimos anos, com o seu "afastamento permanente das pessoas e do eleitorado".

"Era uma relação muito débil, que associada a uma execução orçamental com muitas obras adiadas e outras não finalizadas levou a esta situação, em que as pessoas estavam ansiosas por manifestar as suas mágoas nas urnas", disse à agência Lusa.

Salientando que o resultado obtido "não era totalmente inesperado, tal o estado lastimável em que estava o partido", Graciano Rodrigues salientou que a sua candidatura "tudo fez para mostrar que eram um grupo coeso e com muita capacidade de trabalho".

O candidato socialista adiantou que está disponível para viabilizar no executivo todas as propostas e iniciativas que "sejam para o desenvolvimento e melhoria das condições de vida" da população de Góis, que, de acordo com os resultados preliminares dos Censos 2021, se situa nos 3.806 habitantes.

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