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Correio da Manhã

Política
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Rio diz que PSD tem um líder mas admite "situação diferente" do pós-autárquicas

Líder social-democrata considera que partido está "em crescendo".
Lusa 27 de Outubro de 2021 às 20:09
Rui Rio, PSD
Rui Rio, PSD FOTO: MÁRIO CRUZ/LUSA
O presidente do PSD e recandidato ao cargo defendeu esta quarta-feira que o partido tem "um líder estabilizado", mas admitiu que está numa situação "um pouco diferente" do que no pós-autárquicas, das quais considera ter saído "em crescendo".

No final do debate parlamentar e do 'chumbo' da proposta de Orçamento do Estado para 2022, Rui Rio foi questionado sobre a crítica do primeiro-ministro na intervenção de encerramento de que a "direita está em obras".

"Quando se refere que a direita está para obras não está seguramente a referir-se a um PSD perfeitamente estabilizado em 26 de setembro. O PSD saiu das eleições autárquicas em crescendo e o PS saiu a descer, a partir daí o PSD estava em excelentes condições de disputar legislativas, claramente para ganhar", afirmou.

Rio considerou que "tudo o que aconteceu nas últimas três semanas colocou o PSD numa situação um pouco diferente".

"Só por hipocrisia é que se pode dizer coisa contrária. Isso não quer dizer que o PSD não pode disputar eleições para poder ganhar e recuperar o tempo perdido nestas três semanas", disse.

Rio defendeu ainda que o PSD tem "um líder e esse líder está estabilizado durante o mandato", referindo-se a si próprio.

"Foi criada uma situação de instabilidade, responderei em altura própria", disse.

Em 14 de outubro, o Conselho Nacional do PSD marcou diretas para a liderança do PSD para 04 de dezembro e o Congresso para entre 14 e 16 de janeiro, um calendário inicialmente proposto pela direção, mas que, na véspera, defendeu o adiamento da marcação de eleições internas perante a ameaça de crise política, uma proposta que foi rejeitada.

No dia seguinte, apresentou-se publicamente como candidato à presidência do PSD o eurodeputado Paulo Rangel e, uma semana depois, o atual presidente Rui Rio.

Rio disse que esta quarta-feira não responderia a questões internas sobre o PSD, recusando comentar o pedido de apoiantes de Rangel para a realização de um Conselho Nacional extraordinário para antecipar o congresso para entre 17 e 19 de dezembro, devido à crise política.

Ainda assim, à pergunta se está confiante que será o adversário de António Costa nas próximas diretas, Rio acabou por responder.

"Vou dizer que sim, mas não quero mesmo responder a questões internas perante a gravidade do que aconteceu hoje [esta quarta-feira] para o país", disse.

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