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Correio da Manhã

Política

Rui Rio enfrenta verão quente em setembro

Sociais-democratas acusam líder do partido de “marasmo” na oposição ao Governo.
Salomé Pinto 23 de Agosto de 2018 às 08:26
Líder do PSD prepara entrada na cena política num momento em que sobe a contestação interna à falta de ambição do partido em ser alternativa ao Executivo PS
Rui Rio na Madeira
Rui Rio na Madeira
Rui Rio na Madeira
Líder do PSD prepara entrada na cena política num momento em que sobe a contestação interna à falta de ambição do partido em ser alternativa ao Executivo PS
Rui Rio na Madeira
Rui Rio na Madeira
Rui Rio na Madeira
Líder do PSD prepara entrada na cena política num momento em que sobe a contestação interna à falta de ambição do partido em ser alternativa ao Executivo PS
Rui Rio na Madeira
Rui Rio na Madeira
Rui Rio na Madeira
O presidente do PSD, Rui Rio, vai ter de enfrentar um verão quente em setembro, na rentrée política do partido. Deputados, conselheiros nacionais e até autarcas do PSD têm atacado a liderança de Rio pelo "marasmo" e pela "falta de ambição em se assumir como uma alternativa ao Governo socialista", apurou o Correio da Manhã junto de vários dirigentes sociais-democratas.

As prometidas reformas para a Saúde e Justiça, que já deveriam ter saído em junho e julho, têm sido continuamente adiadas, embora o vice-presidente do PSD, David Justino, garanta ao CM que em setembro os documentos serão conhecidos.

A defesa de um sistema misto de saúde, entre o público e o privado, será debatido durante o Conselho Nacional de 12 de setembro, nas Caldas da Rainha. Tarde demais para o social-democrata Carlos Carreiras: "Onde anda o PSD, o seu líder e os seus vice-presidentes? Emigraram, já deitaram definitivamente a toalha ao tapete?", questionou num artigo de opinião publicado no jornal ‘i’.

O também presidente da Câmara de Cascais acusou a direção do partido de "apenas criticar e fazer oposição aos anteriores dirigentes do PSD", como Passos Coelho, para no final chamá-la de "empatas".

O número dois de Rio não gostou das palavras de Carreiras e atirou: "Estamos a trabalhar sem mordomias, ninguém está a fazer o trabalho por nós como alguns." David Justino defende que só "depois das férias do verão é que o PSD deve fazer oposição e não aproveitar a silly season para encher jornais, o que seria uma perda de tempo".

São três os eventos que marcam a entrada do PSD no palco político. A 1 de setembro, realiza-se a tradicional Festa do Pontal, em Loulé; entre os dias 3 e 9, Castelo de Vide recebe a Universidade de Verão; e, por fim, o Concelho Nacional, a três dias do início da sessão legislativa, marcada para dia 15.

SAIBA MAIS 
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Rui Rio foi eleito presidente do PSD nas eleições diretas de 13 de janeiro deste ano, com 54,15% dos votos, derrotando Pedro Santana Lopes, que se ficou pelos 45,85%.

Corte com Passos Coelho
Assim que Rui Rio tomou posse como líder do PSD, afastou muitos dos passistas da direção do grupo parlamentar. Fernando Negrão passou a ocupar o lugar de Hugo Soares na presidência. O único que resistiu foi António Leitão Amaro, secretário de Estado de Passos Coelho que passou para ‘vice’ da bancada.
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