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Correio da Manhã

Política
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“Situação do País é extremamente grave”

A situação do País é extremamente grave." As palavras marcaram a estreia do ministro das Finanças, Vítor Gaspar, no Parlamento. E serviram de trampolim para o difícil anúncio da vinda de mais medidas de austeridade "para breve".

1 de Julho de 2011 às 00:30
Na primeira intervenção na Assembleia da República, Vítor Gaspar recebeu, por um lado, a reprovação dos deputados do grupo parlamentar do PS, mas, por outro lado, contou com o apoio permanente do primeiro-ministro, Passos Coelho
Na primeira intervenção na Assembleia da República, Vítor Gaspar recebeu, por um lado, a reprovação dos deputados do grupo parlamentar do PS, mas, por outro lado, contou com o apoio permanente do primeiro-ministro, Passos Coelho FOTO: Vasco Neves

Os olhares estavam todos centrados naquele que é o ministro que tem em mãos os maiores desafios para ultrapassar a crise que o País enfrenta, mas nem assim Vítor Gaspar se deixou intimidar. Na primeira intervenção foi direito ao assunto: "Este grande exercício de antecipação política incluirá outras medidas previstas no Programa de Apoio Económico e Financeiro, que serão anunciadas brevemente." Isto para além da aceleração das privatizações, da reestruturação do Sector Empresarial do Estado, de mudanças no modelo regulatório e das privatizações e da nova contribuição especial a incidir sobre o IRS, medidas que já são públicas.

Embora se tenha apresentado de voz sumida, o ministro nunca vacilou perante os ruídos de desaprovação às palavras que ia proferindo, vindos com especial incidência da bancada do PS, agora maior partido da Oposição. Certo de que a "sorte consegue-se com muito trabalho" e dando garantia de que "o Governo trabalhará para ser história", o ministro anunciou que vai ser preparada de imediato a estratégia orçamental de médio prazo, onde serão incluídas formas de redução de despesa do Estado e identificadas entidades a fundir ou a extinguir. O documento é apresentado até final de Agosto.

ESTALEIROS DE VIANA AINDA EM DISCUSSÃO

O primeiro-ministro foi ontem acusado por Honório Novo de ter mentido sobre a capacidade produtiva dos Estaleiros de Viana do Castelo. Segundo o deputado do PCP, as encomendas da empresa até 2014 chegariam até aos 500 milhões de euros e haveria "poucos estaleiros no mundo com a capacidade de produção totalmente tomada" como os de Viana. Passos Coelho defendeu que não colocará os portugueses "a pagar mais uma empresa pública que não tem viabilidade para o futuro".

NOBRE FALHA MAIS UMA SESSÃO

Fernando Nobre, ex-candidato à Presidência da República e à liderança da Assembleia da República, faltou ao debate parlamentar.

Por alegadas questões de saúde, a ausência do fundador da AMI tinha já sido sentida na passada quarta-feira, durante a votação para a eleição do líder parlamentar do PSD.

Ontem, no dia da apresentação do programa do Governo, Fernando Nobre voltou a não comparecer no Parlamento.

PARLAMENTO MINISTRO DA FINANÇAS VÍTOR GASPAR CRISE
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