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"Só existem dois partidos para governar em Portugal": Rui Rio antecipa eleições legislativas

Presidente do PSD diz que se for vencedor das eleições internas do partido vai apelar ao "voto útil" nas legislativas.
Correio da Manhã e Lusa 18 de Novembro de 2021 às 19:47
Rui Rio continua sem revelar se se recandidata à liderança do PSD
Rui Rio continua sem revelar se se recandidata à liderança do PSD FOTO: Rui Manuel Farinha / Lusa
O presidente do PSD, Rui Rio disse esta quinta-feira antecipando as eleições legislativas que apenas "existem dois partidos para governar em Portugal", o PS e o PSD. 

Rui Rio considera que "para lá da simpatia do partido A ou do partido B tem que estar a governabilidade do país". 

"Quando mais fragmentação mais sujeitos estamos ao que o Chega nacional quer fazer nos Açores", disse ainda mencionando que na campanha eleitoral para as legislativas se for o candidato vencedor das eleições internas do PSD vai apelar ao "voto útil" e dizer não à fragmentação.

No final de uma reunião na UGT, Rio voltou a apontar como "primeira prioridade", se liderar um Governo do PSD, "mais e melhores empregos e salários" e, questionado sobre a situação de instabilidade política nos Açores, preferiu apontar às legislativas de 30 de janeiro.

"Os eleitores vão ter de pensar muito bem antes de votar, porque para lá da sua simpatia pelo partido A ou B, também têm de pensar na governabilidade do país, que se torna muito mais difícil se tivermos muitos partidos e muito fragmentados", disse.

"Todos têm direito a candidatar-se, o voto é livre e as pessoas vão votar bem, mas antes de votarem têm de pensar nessas consequências", alertou.

Questionado se, caso vença as eleições internas de 27 de novembro no PSD, o apelo ao voto útil será um dos motes da campanha para as legislativas, Rio recordou que, no que classificou de "pré-campanha" desde a dissolução do parlamento, tem-se focado muito no tema da governabilidade.

"Para o bem e para o mal, para me atacarem e para me apoiarem, e com a clareza toda que devemos ter antes das eleições para depois não haver surpresas", frisou, dizendo não fazer "a mínima ideia" se este tema lhe dá ou tira votos na disputa interna com o eurodeputado Paulo Rangel.

Rui Rio foi também questionado sobre a decisão, hoje noticiada ao final da tarde, de o presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, não voltar a ser deputado na próxima legislatura.

"Está a dar-me uma novidade. É uma pessoa que conheço há muitos anos, quando fui deputado pela primeira vez, nos anos 90, eu era o coordenador do PSD na área da Economia e ele o do PS. Não tenho de comentar, é uma opção", afirmou.

Questionado se tem na cabeça alguma personalidade, do lado do PSD, que desse um bom presidente do parlamento, no caso de o partido vencer as legislativas, Rio prometeu pensar no tema.

"Vou pensar nisso seguramente, na altura em que as listas forem feitas também temos de pensar nisso", acrescentou.

O PSD tem eleições internas em 27 de novembro, mas Rui Rio tem dito não querer fazer campanha partidária para se focar na oposição ao Governo do PS.

No final de uma reunião de mais de uma hora com a UGT, depois de na véspera se ter reunido com a CIP, Rio frisou que quer do lado dos sindicatos, quer das entidades patronais, encontrou concordância com o objetivo de mais e melhores empregos, o que passa por "lutar para que as empresas sejam mais competitivas em Portugal".

"Naturalmente, depois aqui [na UGT] há uma preocupação maior com a evolução salarial e a pressão que entendem que deve ser feita para que as empresas paguem melhores salários e, do outro lado, com o desenvolvimento das empresas, que pode passar por algum tipo de apoio ou políticas do Governo", afirmou.

O presidente do PSD voltou a alertar que, em Portugal, o Salário Mínimo Nacional tem tido "subidas grandes de forma administrativa", e está quase "encostado" ao salário médio.

"Temos de puxar pelo salário médio, de modo a que os portugueses tenham um nível de vida equivalente ao da média da União Europeia", defendeu.

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