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Correio da Manhã

Política
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Só Tino de Rans gastou menos do que Marcelo nas presidenciais

Candidatos do Bloco de Esquerda e do PCP foram os que mais despesas apresentaram nas contas de fecho da campanha.
João Maltez 7 de Agosto de 2021 às 01:30
Campanha de Marcelo – aqui numa ação em Oeiras – custou 25 mil euros
André Ventura gastou 201 mil euros
Ana Gomes teve 135 mil euros de despesas
Marisa Matias teve gastos de 358 mil euros
João Ferreira despendeu  274 mil euros
Vitorino Silva limitou as despesas a sete mil euros
Mayan Gonçalves usou 47 mil euros
Campanha de Marcelo – aqui numa ação em Oeiras – custou 25 mil euros
André Ventura gastou 201 mil euros
Ana Gomes teve 135 mil euros de despesas
Marisa Matias teve gastos de 358 mil euros
João Ferreira despendeu  274 mil euros
Vitorino Silva limitou as despesas a sete mil euros
Mayan Gonçalves usou 47 mil euros
Campanha de Marcelo – aqui numa ação em Oeiras – custou 25 mil euros
André Ventura gastou 201 mil euros
Ana Gomes teve 135 mil euros de despesas
Marisa Matias teve gastos de 358 mil euros
João Ferreira despendeu  274 mil euros
Vitorino Silva limitou as despesas a sete mil euros
Mayan Gonçalves usou 47 mil euros
Marcelo Rebelo de Sousa gastou 25 mil euros na campanha eleitoral de janeiro, na sequência da qual foi reeleito Presidente da República com maioria absoluta (60,7% dos votos).

Dos sete candidatos que foram às urnas nas últimas Presidenciais, só Vitorino Silva, conhecido como ‘Tino de Rans’, teve gastos inferiores, na ordem dos sete mil euros. Marisa Matias, que se candidatou com o apoio do Bloco de Esquerda, foi quem mais despesas registou: 358 mil euros.

Os números finais dos custos das sete campanhas, agora divulgados pela Entidade das Contas e dos Financiamentos Políticos (ECFP), permitem constatar que os 25 mil euros gastos por Marcelo se ficaram a dever sobretudo a custos com agências de comunicação e sondagens (pouco mais de 15 mil euros).

Ana Gomes, a segunda mais votada em janeiro (12,9% dos votos), apresentou despesas um pouco acima dos 135 mil euros, com a principal fatia (mais de 44 mil) a ser gasta na conceção da campanha, agências de comunicação e sondagens.

Já o candidato apoiado pelo Chega, André Ventura, terceiro nas urnas, com 11,9%, entregou à ECFP um mapa de despesas de 201 mil euros, dos quais cerca 43 mil relativos a cartazes e telas.

O comunista João Ferreira, que obteve 4,3% nas urnas, fez a segunda campanha mais cara, com gastos na ordem dos 274 mil euros, sendo a principal fatia (quase 139 mil euros) para custos administrativos e operacionais.

Com 358 mil euros de despesas e 3,9% da votação, a candidata bloquista, Marisa Matias, foi quem mais despesas apresentou à entidade de contas, dos quais 120 mil euros relativos a comícios, espetáculos e caravanas.

Tiago Mayan Gonçalves (3,2% dos votos), da Iniciativa Liberal, gastou 47 mil euros. Quase 20 mil foram usados para pagar cartazes e telas. Por fim, Vitorino Silva, o mais poupado, fez uma campanha centrada em Rans, a sua terra, e gastou sete mil euros. Foi escolhido por 2,9% dos eleitores.

PORMENORES 
Apoio só com 5% de votos
Os candidatos têm direito por lei a uma subvenção pública, paga pelo Parlamento, que permite fazer face aos gastos da campanha, mas apenas desde que atinjam 5% dos votos. Dos sete que se apresentaram às últimas presidenciais, apenas Marcelo Rebelo de Sousa, Ana Gomes e André Ventura.

Regras de financiamento
As atividades de campanha eleitoral para a Presidência só podem ser financiadas por subvenção estatal, contribuições de partidos, por donativos de pessoas singulares e pelo produto de angariação de fundos. 
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