Barra Cofina

Correio da Manhã

Política
7

"Tenho todas as condições para unir o PSD": Paulo Rangel apresenta candidatura à liderança do partido

Eleições diretas estão marcadas para 4 de dezembro.
Correio da Manhã e Lusa 15 de Outubro de 2021 às 17:16
Paulo Rangel
Paulo Rangel FOTO: Pedro Ferreira
Paulo Rangel apresentou esta sexta-feira a candidatura à liderança do Partido Social Democrata (PSD). As eleições diretas do partido estão marcadas para 4 de dezembro. 

"Anuncio formalmente a todos os militantes que serei candidato à presidência do PSD. Apresento a minha candidatura com humildade e espírito de missão, mas com a convicção inabalável de que através dela vou servir o nosso país. Tenho todas as condições para unir o PSD, promover o seu crescimento e para vencer as próximas eleições legislativas de 2023", afirmou o candidato. 

Paulo Rangel definiu como primeira prioridade unir as diferentes correntes e sensibilidades do partido. "Congregar, juntar, unir vai ser a minha primeira tarefa", referiu. 

No seu discurso, o antigo líder parlamentar descreveu a sociedade portuguesa como "pobre e profundamente desigual".

"Por muito que nos custe Portugal é ainda uma sociedade aristocrática, elitista. Portugal é um país pobre, profundamente desigual que não serve os cidadãos que arrancam dos níveis mais baixas", lembrou. 

O candidato à liderança do PSD elegeu a mobilidade social como "o grande desígnio" do partido, acusando o "PS socratista e costista" de ter agravado as desigualdades nos últimos 20 anos.

"É preciso romper com este ciclo infernal da estratificação ou do imobilismo social. Não restem dúvidas para ninguém: o grande desígnio do PSD e de um projeto galvanizador e vencedor para o país só pode ser e será sempre para mim: a mobilidade social. Temos de criar as condições para que todos os portugueses possam subir na vida", defendeu, na apresentação pública da sua candidatura à imprensa.

Paulo Rangel deixou a promessa de propor à Assembleia da República o regresso imediato dos debates quinzenais.

O candidato afirmou ainda que, se for eleito, vai desafiar o primeiro-ministro a recandidatar-se nas legislativas de 2023. "Enquanto candidato não me conformo com a ideia de que o PSD fique à espera que o poder socialista se afogue no pântano". 

Paulo Rangel, eurodeputado desde 2009, concorre pela segunda vez à presidência do PSD, mais de uma década depois de ter disputado a liderança e perdido para Pedro Passos Coelho.

Ver comentários