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Correio da Manhã

Política
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Ventura diz que declarações de Costa sobre a Galp são "de grande hipocrisia"

Empresa encerrou a última unidade de produção da refinaria de Matosinhos em abril, para concentrar as operações em Sines.
Lusa 20 de Setembro de 2021 às 17:52
André Ventura, líder do Chega
André Ventura, líder do Chega FOTO: Lusa
O presidente do Chega disse esta segunda-feira, em Santarém, que as declarações do primeiro-ministro e líder socialista sobre o comportamento da Galp em Matosinhos são de "uma grande hipocrisia".

Falando aos jornalistas no final de um almoço-comício realizado no Hotel de Santarém, com a presença de cerca de uma centena de pessoas, André Ventura afirmou que os trabalhadores e dirigentes da Galp "tentaram, sem sucesso, reunir várias vezes com António Costa e com o Partido Socialista", não se compreendendo que o primeiro-ministro venha agora dizer que o comportamento da Galp foi "indigno e miserável e que quer uma lição".

No domingo, numa ação de campanha para as eleições autárquicas, em Matosinhos, o secretário-geral do PS, António Costa, considerou que "era difícil imaginar tanto disparate, tanta asneira, tanta insensibilidade" como a Galp demonstrou no encerramento da refinaria de Matosinhos, prometendo uma "lição exemplar" à empresa.

"A Galp começou por revelar total insensibilidade social ao escolher o dia 20 de dezembro, a cinco dias do Natal, para anunciar aos seus 1.600 trabalhadores que iria encerrar a refinaria de Matosinhos", apontou o secretário-geral do PS.

A empresa encerrou a última unidade de produção da refinaria de Matosinhos em 30 de abril, na sequência da decisão de concentrar as operações em Sines.

"Era o PS que devia ter dado essa lição. Era o Governo que podia ter dado essa lição, porque todos sabemos da importância e influência que o Governo tem na gestão e da influência que tem sobre a própria Galp. Não o fez porque não o quis fazer", afirmou André Ventura.

Para o presidente do Chega, as declarações de Costa são da "maior hipocrisia política", não sendo inéditas, dando o exemplo da Dielmar, em Castelo Branco, e dos pescadores.

"Tem sido recorrente, e neste caso é de uma tremenda hipocrisia", pois, "podia ter ouvido os trabalhadores e nunca o fez, o que mostra bem como António Costa anda a viver num país a leste daquele em que ele está realmente", acrescentou.

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