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Correio da Manhã

Portugal
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Acusam TST de deixar passageiros em terra

Multiplicam-se queixas contra a supressão de carreiras da Transportes Sul do Tejo.
Sofia Garcia 13 de Julho de 2017 às 11:58
Andreia Campos denuncia o mau serviço
TST
Andreia Campos denuncia o mau serviço
TST
Andreia Campos denuncia o mau serviço
TST
Andreia Campos, residente em Setúbal, paga todos os meses um passe no valor de 102,75 euros para se deslocar a Lisboa para trabalhar, na carreira nº 562 da Transportes Sul do Tejo (TST), rumo à Gare do Oriente. A formadora, na área do Marketing, apresentou queixa no site da empresa na passada sexta-feira, depois de mais uma vez ter sido "deixada em terra".

"Entro às 09h00 no trabalho, em Lisboa, e só consegui apanhar o autocarro das 08h45, o motorista simplesmente não tinha autocarro para trabalhar. O primeiro autocarro ficou logo cheio e fiquei em terra. É inadmissível", disse Andreia Campos ao CM.

A Andreia Campos somam-se dezenas de utentes que reclamam a supressão inesperada de carreiras, a sobrelotação de autocarros, que provoca atrasos aos passageiros, e as más condições dos veículos. "Ar condicionado não existe. Guardam os melhores autocarros para os alugueres que nesta época são frequentes. Pagamos centenas de euros por ano", acrescenta Andreia.

No site portaldaqueixa.com há 60 queixas sobre a transportadora desde o início do ano, e a DECO – Associação de Defesa do Consumidor soma mais de 70 reclamações. "Os consumidores darem-se ao trabalho de nos fazerem queixa formal é significativo", explica Graça Cabral, da DECO.

Ao CM, a TST justifica as reduções de carreiras com a entrada da época de verão, quando há "menos procura", e adianta que em relação a igual período do ano passado houve uma "redução de 61% das reclamações recebidas".

A TST desenvolve a sua atividade na Península de Setúbal, servindo um milhão de habitantes.
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