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Correio da Manhã

Portugal
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Alunos sem refeitório na escola António Arroio

Existem cinco micro-ondas para aquecer a comida e os alunos chegam a comer no chão.
Carlota Rodrigues e Edgar Nascimento 24 de Março de 2018 às 10:21
Estudantes protestam com  cartazes na escola
Um buraco no teto de uma sala
Instalações datam de 1970 e estão degradadas
Estudantes protestam com  cartazes na escola
Um buraco no teto de uma sala
Instalações datam de 1970 e estão degradadas
Estudantes protestam com  cartazes na escola
Um buraco no teto de uma sala
Instalações datam de 1970 e estão degradadas
Os alunos da Escola Secundária António Arroio (Lisboa) protestaram esta sexta-feira contra a falta de condições e a não conclusão da obra de ampliação e remodelação do estabelecimento. Há cerca de oito anos que a escola não possui um espaço para refeições, uma biblioteca, uma galeria de exposições e um auditório.

"A escola tem várias deficiências a nível de infraestruturas, não tem um refeitório ou uma biblioteca, ou seja, parte da escola ainda está em construção e o que está construído foi à pressa pelas entidades competentes" afirmou Tomás Cunha, da Associação de Estudantes. Sendo uma escola artística, os estudantes têm de levar diariamente diverso material e comida de casa, o que, queixam-se, é uma situação incómoda.

Alguns alunos chegam a comer no chão da escola, sem condições, e sem equipamento próprio para as refeições. "Por vezes temos de comer no chão da escola ou na rua porque não há capacidade para acolher todas as pessoas na hora do almoço, não havendo cadeiras nem mesas para todos", especifica Tomás Cunha. Há um enorme descontentamento dos alunos.

"Temos filas de 20 a 30 minutos para aquecer a comida em cerca de cinco micro-ondas numa escola com 1200 alunos", explica Raquel Pedro, aluna.

A associação de pais, professores e alunos já se queixaram várias vezes à direção da escola, mas a justificação é inconclusiva. "Já houve imensas queixas por parte dos pais e professores à direção, que só querem que esta situação fique resolvida rapidamente", refere Xavier Cunha, aluno do 12º ano. As obras estão paradas por alegado incumprimento do empreiteiro responsável.

O CM solicitou um esclarecimento à direção da escola, que não respondeu em tempo útil.
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