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Correio da Manhã

Portugal
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Casa de luxo marcada para demolir na Armona

Obra com licença da Câmara de Olhão foi embargada pela Agência Portuguesa do Ambiente.
Tiago Griff 18 de Agosto de 2017 às 09:22
Proprietários de casas da ilha da Armona estiveram ontem em protesto em frente à Câmara de Olhão
Proprietários de casas da ilha da Armona estiveram ontem em protesto em frente à Câmara de Olhão FOTO: Nuno Alfarrobinha
A construção da moradia dos britânicos Paul Roseby e James Tod, na ilha da Armona, está parada desde o ano passado. Apesar de terem obtido licença de construção da parte da Câmara de Olhão, a obra foi embargada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), que considera que a casa está a ser construída em Domínio Público Marítimo.

"Não reconhecem a nossa documentação, legal e autorizada pela Câmara de Olhão, e que pagamos impostos, apesar de não podermos estar na nossa casa", desabafou Paul Roseby. O produtor de Londres decidiu, juntamente com o marido, há quatro anos, comprar dois lotes na ilha da Armona, onde já investiram cerca de 600 mil euros na construção de uma casa, com 260 metros quadrados. A APA diz que a habitação é considerada ilegal porque está a ser construída em Domínio Público Marítimo e fora da concessão da autarquia de Olhão, tendo dado ordem de demolição.

"Estamos convictos da legalidade da licença que passámos e que tem mais de 35 anos. Compreendo a dificuldade de quem ficou preso nesta malha legal que surgiu de opiniões diferentes entre dois órgãos do Estado. Mas confio no bom senso do ministro do Ambiente para resolver o assunto", referiu ao CM o autarca António Pina.

Nesta ilha existem mais 140 casas cujos donos estão receosos que, caso a habitação dos britânicos seja demolida, será aberto um precedente: "Se se livrarem desta casa é fácil demolirem as restantes. E daqui a uns anos constroem um hotel de luxo", afirma Bruno Chaves, um dos proprietários que ontem de manhã protestaram em frente à Câmara de Olhão.
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