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Correio da Manhã

Portugal
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Donos de casas temem extinção de património histórico em Esposende

Programa prevê várias demolições e o recuo planeado de construções nas Pedrinhas e Cedovém.
Manuel Jorge Bento 11 de Novembro de 2018 às 06:00
Construções edificadas há séculos poderão estar em perigo com a intervenção prevista no concelho de Esposende
Reportagem na orla marítima de Ofir sobre o Plano de Demolições Previstas no Plano da Orla Costeira
Reportagem na orla marítima de Ofir sobre o Plano de Demolições Previstas no Plano da Orla Costeira
Reportagem na orla marítima de Ofir sobre o Plano de Demolições Previstas no Plano da Orla Costeira
Reportagem na orla marítima de Ofir sobre o Plano de Demolições Previstas no Plano da Orla Costeira
Reportagem na orla marítima de Ofir sobre o Plano de Demolições Previstas no Plano da Orla Costeira
Construções edificadas há séculos poderão estar em perigo com a intervenção prevista no concelho de Esposende
Reportagem na orla marítima de Ofir sobre o Plano de Demolições Previstas no Plano da Orla Costeira
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Reportagem na orla marítima de Ofir sobre o Plano de Demolições Previstas no Plano da Orla Costeira
Reportagem na orla marítima de Ofir sobre o Plano de Demolições Previstas no Plano da Orla Costeira
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Construções edificadas há séculos poderão estar em perigo com a intervenção prevista no concelho de Esposende
Reportagem na orla marítima de Ofir sobre o Plano de Demolições Previstas no Plano da Orla Costeira
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Reportagem na orla marítima de Ofir sobre o Plano de Demolições Previstas no Plano da Orla Costeira
Reportagem na orla marítima de Ofir sobre o Plano de Demolições Previstas no Plano da Orla Costeira
Reportagem na orla marítima de Ofir sobre o Plano de Demolições Previstas no Plano da Orla Costeira
O lugar das Pedrinhas, junto ao mar, em Esposende, inclui as casas-barco mais antigas do mundo ocidental e casas em pedra construídas há séculos.

Atualmente, "agrupa cerca de 40 habitações de ocupação maioritariamente sazonal e sete apoios de pescadores", indica o Programa da Orla Costeira Caminha/Espinho.

O plano prevê gastar 1,7 milhões de euros em demolições, entre Pedrinhas e Cedovém, e uma intervenção de recuo planeado, com "prioridade elevada". Os proprietários temem a destruição do património histórico.

"Defendemos a criação de um plano de pormenor, que crie condições. Isto não é só retirar as construções, colocar areia, plantar feno e consolidar os esporões. Não pode ser", afirmou Alberto Macedo, proprietário nas Pedrinhas.

Em causa, estão construções privadas, adquiridas à Casa de Bragança, de utilização pública. O proprietário recorda ainda que, em 2009, a Justiça considerou o Estado culpado da erosão costeira por ter construído um esporão a norte daquele lugar – que o IGESPAR considerou, em 2011, ter "um inequívoco interesse como memória de um povo e das suas atividades ancestrais, acrescido de um património imaterial".

A retirada de construções está prevista para o período entre o próximo ano e 2021. "A estratégia de intervenção nesta área crítica não poderá deixar de acautelar a relocalização das importantes atividades económicas que ali se localizam", indica o Programa da Orla Costeira - que prevê a demolição de 34 imóveis de Caminha a Espinho.

Benjamim Pereira, edil de Esposende, recorda que o programa ainda está neste momento em fase de consulta pública.
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