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Correio da Manhã

Portugal
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Mais de 70 pessoas protestaram contra corrida de touros

Novo protesto uma semana após ativistas terem sido agredidos durante invasão.
Tiago Griff 19 de Agosto de 2018 às 10:01
Protesto realizou-se no exterior da praça de Albufeira, quando decorria uma corrida de touros
Ativistas interrompem corrida de touros em Albufeira
Protesto realizou-se no exterior da praça de Albufeira, quando decorria uma corrida de touros
Ativistas interrompem corrida de touros em Albufeira
Protesto realizou-se no exterior da praça de Albufeira, quando decorria uma corrida de touros
Ativistas interrompem corrida de touros em Albufeira
Uma semana depois de três ativistas terem invadido a arena da praça de Touros de Albufeira durante uma corrida tauromáquica e terem sido agredidos por toureiros e populares, mais de 70 pessoas manifestaram-se, esta sexta-feira, no local, desta vez no exterior da praça, numa noite onde não se registaram incidentes.

"Nós, Cidade de Albufeira Anti Tourada [movimento que organizou o protesto], nunca procedemos ilegalmente mas, às vezes, há ativistas que chegam a um ponto que não aguentam. E apesar da invasão, para evitar a tortura de um touro, ter sido pacífica foram cobardemente agredidos", defendeu, ao CM, Isabel Searle, um dos membros do movimento de cidadãos que participou no protesto, junto à praça de touros e sempre sob o olhar atento da GNR.

Os manifestantes lembram que, apesar de os touros não morrerem no recinto, geralmente ficam alguns dias a sofrer enquanto não são enviados para o matadouro.

"Isto passa-se na sexta e o Algarve não tem matadouros. Os touros vão ficar em sofrimento absoluto durante dois dias até serem transportados para o Alentejo", revelou Paulo Batista, membro do PAN, partido que que também esteve representado no protesto - e ao qual pertencia um dos ativistas agredidos na semana passada.

Do lado dos aficionados, as opiniões divergem, e quem foi à tourada garantiu não ficar afetado pelo protesto. "Vejo entre 15 a 20 touradas por ano. Desde miúdo que sou aficionado e gosto muito desta tradição portuguesa. Acho que nos devemos respeitar uns aos outros: quem gosta vem, quem não gosta não é preciso vir", disse ao CM José Feliciano, de Évora.
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