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Correio da Manhã

Portugal
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Pais em vigília após luta entre alunos em escola de Loures

Funcionário ficou ferido em confrontos entre alunos de etnia cigana e de origem africana. Encarregados de educação concentram-se junto à Escola Mário de Sá Carneiro.
Bernardo Esteves 19 de Novembro de 2018 às 08:49
EB 2,3 Mário de Sá Carneiro, em Camarate, Loures
Crianças e adolescentes submetidos a formas de violência no ambiente escolar
PSP
EB 2,3 Mário de Sá Carneiro, em Camarate, Loures
Crianças e adolescentes submetidos a formas de violência no ambiente escolar
PSP
EB 2,3 Mário de Sá Carneiro, em Camarate, Loures
Crianças e adolescentes submetidos a formas de violência no ambiente escolar
PSP
Um funcionário da Escola Básica de 2º e 3º ciclo Mário de Sá Carneiro, em Camarate, Loures, está hospitalizado depois de ter sido agredido na quinta-feira durante uma luta entre alunos de origem africana e de etnia cigana que envolveu também familiares.

"Não houve mortos porque a PSP chegou a tempo e fechou os portões. Mesmo assim, o contínuo levou um soco de um pai cigano que lhe feriu o tímpano e está no hospital", conta ao CM Aida Gomes, mãe de dois estudantes.

Os problemas na escola entre as duas comunidades são frequentes, pelo que a associação de pais decidiu promover para esta segunda-feira de manhã uma vigília à porta da escola para exigir mais segurança.

"Ou há mais polícia junto à escola ou não deixamos os nossos filhos entrar", afirma Aida Gomes, frisando que é frequente haver "armas brancas na escola" e que uma vez um funcionário "ia sendo esfaqueado".

A falta de meios da PSP de Camarate é também um dos problemas, segundo denuncia o Bloco de Esquerda. "É inaceitável que a Escola Segura em Camarate tenha apenas dois elementos para sete escolas, e mais inaceitável ainda que os agentes tenham de se deslocar a pé porque a esquadra não tem um veículo para a ronda", afirma Fabian Figueiredo, que foi candidato do BE à Câmara de Loures.

O dirigente garante que estará esta segunda-feira presente no protesto e lembra que o Grupo Parlamentar do BE "já questionou o Ministério da Administração Interna sobre esta situação".

"É de uma urgência vital repor o sentimento de segurança na escola e dotar a polícia de Camarate de todos os meios", diz.
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