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Correio da Manhã

Portugal
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10 hectares ardem na Arrábida

Um descuido deverá estar na causa de um incêndio – o primeiro na Península de Setúbal nesta época de fogos – que consumiu perto de dez hectares da Serra de São Luís, no Parque Natural da Arrábida.
No combate estiveram envolvidos 91 homens de 15 corporações – entre as quais Setúbal, Moita, Águas de Moura, Alcochete e Sesimbra – dois helicópteros e 26 viaturas.
5 de Julho de 2007 às 00:00
Dois helicópteros participaram no combate às chamas
Dois helicópteros participaram no combate às chamas FOTO: A-gosto.com
Segundo o comandante dos Sapadores de Setúbal, Mário Macedo, o elevado número de homens deveu-se sobretudo à disponibilidade das corporações. “Não houve mais nenhum sinistro nesta zona e como tal as corporações disponibilizaram os meios que tinham para este incêndio”.
Os meios aéreos da região – um helicóptero sediado em Alcácer e outro em Tires – também foram mobilizados para o terrreno, adiantou ao CM Mário Macedo.
O fogo começou pelas 15h30 junto à Estrada Nacional 10, que liga Setúbal a Azeitão. “Estava eu no cinema, a gozar um dia de folga, quando recebo uma mensagem no momento em que me preparava para desligar o telemóvel”, contou ao CM o comandante Mário Macedo, que dirigiu as operações de combate às chamas.
O incêndio começou numa árvore junto à Estrada Nacional 10. As chamas alastraram ao mato da Quinta do Camalhão, na Aldeia Grande, uma localidade do concelho de Setúbal.
O comandante frisou que, pelas 16h00, já estavam no local, além dos dois helicópteros, cerca de 50 homens. O líder dos Sapadores de Setúbal sublinha que, apesar de haver casas nas imediações, estas nunca estiveram em perigo.
O incêndio começou numa zona e terreno irregular, numa altura em que o vento soprava com intensidade. Ainda assim, as chamas começaram a diminuir de intensidade quando chegaram perto de uma vinha. O incêndio foi dado por circunscrito às 17h22.
Pelas 18h00, a maioria das corporações de bombeiros já tinha abandonado o local.
Na zona permaneciam a corporação de Setúbal e Sesimbra e os investigadores da Polícia Judiciária, autoridade a quem compete determinar a origem (criminosa ou não) dos fogos florestais.
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