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Correio da Manhã

Portugal
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GNR condenado por corrupção ganha louvor

Suspeito na farsa de Tancos elogiado pelo diretor da Polícia Judiciária Militar.
João Carlos Rodrigues 22 de Outubro de 2021 às 08:42
GNR
GNR FOTO: CMTV
Um primeiro-sargento da GNR que foi condenado por crimes de corrupção e esteve envolvido na farsa montada pela Polícia Judiciária Militar na recuperação das armas de Tancos recebeu um louvor do diretor da PJM, Comodoro Paulo Isabel.

Segundo o Diário da República, "o primeiro-sargento Bruno Claro, no desempenho de funções como perito do Laboratório de Polícia Técnico-Científica da PJM, ao longo dos últimos seis anos, mercê das suas excecionais qualidade e virtudes militares, aliadas a um espírito sagaz e crítico e uma disponibilidade permanente, mesmo com sacrifícios pessoais, contribuiu para a excelência desta Polícia".

Mas nunca é referido que este militar foi detido em 2014 num processo por corrupção e extorsão a sucateiros ilegais na zona de Cascais. Acabou condenado a uma pena de quatro anos, suspensa na execução.

Enquanto corria este processo foi para a PJM e em outubro de 2017 integrava o piquete que ‘recuperou’ o arsenal de Tancos na Chamusca. Chegou a ser interrogado, mas negou ter conhecimento da farsa e, por não conseguir provar o contrário, o Ministério Público não o constituiu arguido.
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