Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal
1

Acusado de matar segurança na noite

‘Cau’, de 31 anos, está acusado de matar Cipriano, 40 anos, na discoteca Terrasse.
Ana Botto 13 de Outubro de 2014 às 12:53
Suspeito (ao centro) foi interrogado pelos inspetores da PJ
Suspeito (ao centro) foi interrogado pelos inspetores da PJ FOTO: João Carlos Santos

Foi na madrugada de 25 de abril deste ano. Uma discussão fútil acabou em homicídio na discoteca Terrasse, na Amora, Seixal. Ricardo Monteiro, de 31 anos, com a alcunha de ‘Cau’, matou Cipriano Fortes, segurança do estabelecimento, e fugiu do local. Está em prisão preventiva e foi agora acusado de homicídio qualificado. Incorre na pena máxima: 25 anos de cadeia.

Segundo a acusação do Ministério Público, agora deduzida, o motivo do crime foi fútil. Os desentendimentos começaram quando ‘Cau’ pediu a Cipriano Fortes, de 40 anos, para sair do estabelecimento e fumar com um amigo. O segurança negou, garantindo que, se aquele regressasse, teria de pagar novamente a entrada na discoteca. Tudo se precipitou. ‘Cau’ saiu e depois esperou que a porta do espaço se voltasse a abrir para atacar a vítima. Desferiu-lhe um golpe fatal, no coração, com uma navalha de dez centímetros de lâmina.

Ao ver-se ensanguentado, Cipriano ainda entrou na Terrasse e dirigiu-se à filha, Jéssica, de 20 anos, que se encontrava na discoteca com amigos. Deu-lhe um beijo na testa, disse-lhe para fugir dali e refugiou-se, ele próprio, no WC, onde acabou por morrer.

Imagens de videovigilância, a que o ‘CM’ teve acesso, mostram momentos da agressão e do socorro

O homicida foi detido horas depois pela Polícia Judiciária de Setúbal, na sua casa na Arrentela, Seixal. Já tinhas as malas feitas e preparava-se para fugir.

Mulher grávida de oito meses

Carla Proença, de 37 anos, estava no 8º mês de gestação quando recebeu a notícia da morte do marido. A mulher do segurança contou ao CM que ficou em choque: "Quando a minha filha me ligou a contar o sucedido, fui logo para o hospital, porque ainda pensei que ele estivesse vivo." Cipriano Fortes deixou três filhos: Jéssica, 20 anos, e duas crianças ainda menores (Evandro, 12 anos, e Gustavo, agora com 4 meses).

Família e amigos pedem justiça

Família e amigos de Cipriano Fortes aguardam ansiosos pelo início do julgamento de Ricardo Monteiro, que ainda não tem data marcada. Pedem que seja feita justiça. Nelson Pontes, 27 anos, amigo e colega da vítima, lembra que Cipriano era um homem "calmo e que tentava sempre o diálogo".

Cau discoteca Terrasse Ricardo Monteiro Amora Cipriano Fortes Ministério Público Jéssica Arrentela
Ver comentários