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Correio da Manhã

Portugal

Adiada leitura do acórdão do "solitário" de Lisboa

A leitura do acórdão do julgamento do homem conhecido como "solitário", acusado de roubar 20 instituições bancárias à mão armada e de se ter apropriado de 152 mil euros, no distrito de Lisboa, foi adiada para o dia 30.
23 de Novembro de 2012 às 13:24
Acórdão, Julgamento, Solitário, Lisboa, Bancos, Assalto
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A leitura estava agendada para as 11h00 desta sexta-feira na 4ª Vara Criminal de Lisboa, no Campus da Justiça, mas foi adiada para dia 30 às 10h00, disse à Lusa fonte das Varas Criminais de Lisboa. De acordo com a mesma fonte, a leitura foi adiada porque "não se elaborou o acórdão em tempo útil".

O homem de 41 anos está acusado de 20 crimes de roubo qualificado, quatro na forma tentada, levados a cabo entre Abril de 2011 e Janeiro deste ano. A advogada do arguido, Sandra Dias, explicou anteriormente à agência Lusa que seis deles foram desqualificados pelo tribunal para roubos simples. O seu cliente encontra-se em prisão preventiva há cerca de oito meses.

Segundo a acusação do Ministério Público, o arguido praticou os roubos nos concelhos de Lisboa, Cascais, Oeiras, Mafra, Torres Vedras, Seixal, Loures e Amadora, sempre sozinho e munido de uma réplica de arma de fogo e de meios de disfarce, como óculos escuros, boné de cor escura e fita-cola colada na ponta dos dedos.

Fonte da Unidade Nacional de Contra Terrorismo (UNCT) da Polícia Judiciária, que liderou a investigação em articulação com o Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa, adiantou à Lusa, em Fevereiro, que o suspeito preparava meticulosamente os roubos, os quais preferia executar logo de manhã ou à hora do almoço.



A mesma fonte relatou que o arguido apenas falhou quatro dos 20 roubos. Nos restantes levou sempre dinheiro, em quantias relativamente baixas, mas em dois casos havia nas caixas bastante mais dinheiro, que não tinha sido retirado e guardado a tempo.

O arguido, sem antecedentes criminais, actuava "com anormal à vontade" e "mantinha uma vida normal e discreta", o que dificultou a sua identificação. Estava registado como empresário em nome individual, a operar como comercial na venda de telemóveis, centrais telefónicas e redes, esclareceu a fonte da UNCT. Depois de uma longa investigação, iniciada após o primeiro roubo, a Polícia Judiciária conseguiu apurar dados identificativos do suspeito, de nacionalidade portuguesa, e detê-lo na zona de Cascais, onde residia.

No momento da detenção, as autoridades apreenderam a réplica da arma de fogo, a indumentária utilizada nos roubos e os adereços de disfarce. Fonte da UNCT explicou tratar-se do "último dos solitários a operar assaltos nos últimos anos".

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