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Correio da Manhã

Portugal
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Advogado diz que ministro deveria "assumir caso" do atropelamento mortal na A6

José Joaquim Barros refere que governante "não é um mero passageiro" e que deveria "assumir o caso".
Lusa 3 de Dezembro de 2021 às 19:10
Atropelamento fatal ocorreu na A6, no sentido Estremoz-Évora, ao quilómetro 77
Atropelamento fatal ocorreu na A6, no sentido Estremoz-Évora, ao quilómetro 77 FOTO: Paulo Cunha
O advogado da família do trabalhador que morreu atropelado na autoestrada A6 pelo automóvel que transportava o ministro da Administração Interna considerou esta sexta-feira que o governante "não é um mero passageiro" e que deveria "assumir o caso".

"É evidente que ele é um passageiro, mas é um passageiro que determina a deslocação de todos os outros passageiros e até do condutor. Ele deve assumir o caso. Eu, no lugar dele, assumiria o caso", afirmou José Joaquim Barros.

O causídico respondia aos jornalistas à saída do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Évora, após ter consultado o processo.

José Joaquim Barros foi questionado sobre as declarações feitas hoje pelo ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, ainda antes do anúncio da demissão do governante.

Numa deslocação hoje efetuada a Lagos, no Algarve, o ainda ministro disse que era "passageiro" quando o carro em que seguia provocou um acidente mortal na A6, sublinhando que "o esclarecimento dos factos tem de ser feito" sem cair num "repugnante aproveitamento político de uma tragédia pessoal".

O motorista do carro onde seguia o ministro da Administração Interna e que atropelou mortalmente um trabalhador na A6 foi acusado de homicídio por negligência, segundo despacho de acusação do Ministério Público (MP).

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