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Correio da Manhã

Portugal
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Amigo de João Loureiro pede explicações à OMNI sobre avião da droga

Empresário quer saber o destino da aeronave ao chegar a Portugal.
Correio da Manhã e Lusa 3 de Março de 2021 às 08:48
Droga foi apreendida pela Polícia Federal brasileira neste avião de uma companhia portuguesa
Droga foi apreendida pela Polícia Federal brasileira neste avião de uma companhia portuguesa FOTO: Direitos Reservados
Rowles Silva, o empresário amigo de João Loureiro interessado na aquisição da Omni, empresa à qual pertence o avião onde foram apreendidos 578 kg de cocaína no Brasil e que tinha Tires por destino, diz-se alheio aos factos. Pede à Omni que esclareça qual o destino da aeronave ao chegar a Portugal, "pois implicaria algum trabalho aparentemente demorado e técnico para que o produto estupefaciente fosse retirado do interior do mesmo".

O empresário brasileiro Rowles Magalhães Silva negou ter tido acesso à chave de um avião privado apreendido em Salvador, Brasil, com mais de 500 quilogramas de cocaína a bordo e que tinha como destino o aeródromo de Tires, Cascais.

Num comunicado divulgado por um escritório de advocacia que o representa em Portugal, Magalhães Silva afirmou que "em momento algum" teve acesso "à chave da aeronave, nem ao local onde o avião esteve estacionado no Brasil, seja na placa seja no hangar".

O empresário brasileiro destacou que não é proprietário da empresa a que pertence o avião, a OMNI, mas reconheceu ter celebrado "um contrato-promessa de aquisição da OMNI" firmado por intermédio da empresa Aristopreference, na qual é sócio juntamente com o empresário Ricardo Agostinho.

A declaração de Magalhães Silva surge na sequência de informações divulgadas pela RTP sobre um casal alegadamente ligado a si e que terá ido ao aeroporto da cidade de Jundiai, onde o avião apreendido com 578 quilogramas de cocaína ficou estacionado, e pedido as chaves do jato ao comandante.

Este casal, cuja identidade não é conhecida, terá tido acesso à aeronave depois de o comandante ter consultado a direção da OMNI em Portugal e ter sido autorizado a ceder as chaves, segundo as mesmas informações.

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