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Correio da Manhã

Portugal
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ASAE apreende cinco mil fardas falsas da PSP em Lisboa, Porto e Santarém

O material apreendido tem um valor aproximado de 53 mil euros.
Manuela Guerreiro 1 de Outubro de 2022 às 10:42
Algumas das peças de vestuário apreendidas nas buscas
Algumas das peças de vestuário apreendidas nas buscas
Algumas das peças de vestuário apreendidas nas buscas
Algumas das peças de vestuário apreendidas nas buscas
Algumas das peças de vestuário apreendidas nas buscas
Algumas das peças de vestuário apreendidas nas buscas
Algumas das peças de vestuário apreendidas nas buscas
Algumas das peças de vestuário apreendidas nas buscas
Algumas das peças de vestuário apreendidas nas buscas
A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) apreendeu 4831 peças de fardamento de uso exclusivo da PSP, entre uniformes, acessórios, distintivos e insígnias, após buscas em fábricas de vestuário, distribuidores e lojas nas Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto e ainda no distrito de Santarém. O material apreendido tem um valor aproximado de 53 mil euros.

De acordo com o Regulamento de Uniformes do Pessoal com Funções Policiais da Polícia de Segurança Pública, o respetivo fardamento só pode ser adquirido exclusivamente através da respetiva plataforma oficial, não podendo ser produzido ou vendido sem autorização oficial. Os polícias recebem um subsídio para fardamento de cerca de 52 euros/mês e são obrigados a comprar o respetivo vestuário na plataforma. O casaco custa entre 120 e 140 euros, as botas cerca de 70, as calças rondam os 40 euros e o polo entre 20 e 30 euros.

Paulo Santos, presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) reconhece que "há polícias que não seguem as regras" e que compram algumas peças nessas lojas, sobretudo quando a "plataforma não tem o equipamento disponível". Exemplo disso, refere, são os novos coletes refletores da PSP, que custam cerca de 35 euros e ainda não estão na plataforma.
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