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Correio da Manhã

Portugal
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Ataque a bruxo pensado ao lanche

"O Ernesto e o Telmo propuseram-me fazer o assalto. No dia fiquei à porta, não sei o que se passou lá dentro". Foi desta forma que Paulo Silva, um dos sete homens acusados de roubar e matar Agostinho Mendes Moreira, conhecido como ‘Bruxo de Rio de Moinhos’, confessou ontem no Tribunal de Penafiel que o crime foi planeado. Paulo Silva explicou que, dias antes do ataque, esteve a lanchar com três dos arguidos num restaurante de Penafiel. Foi aí que combinaram ir ver a casa da vítima e angariar mais dois cúmplices para o roubo.

20 de Outubro de 2011 às 01:00
Sete homens respondem pelo crime que vitimou Agostinho Mendes Moreira, em 2009
Sete homens respondem pelo crime que vitimou Agostinho Mendes Moreira, em 2009 FOTO: Nuno Fernandes Veiga

Ontem, na primeira sessão de julgamento, apenas Paulo quis falar. Os restantes arguidos – Ernesto Costa, o sobrinho Telmo Ferreira, José Pinto, João Ximenes, Angel Hernandez e Paulo Rafael Freitas – remeteram-se ao silêncio. "O Ernesto e o sobrinho Telmo Ferreira eram vizinhos do bruxo. Perguntaram-me se estava disposto ou se conhecia alguém para fazer o assalto.

Disseram-me que o bruxo tinha em casa cerca de 150 mil euros", garantiu o arguido. Paulo Silva admitiu ainda que foi ele quem contactou José Pinto e o informou dos planos para roubar o famoso bruxo.

O crime ocorreu a 21 de Outubro de 2009. Agostinho Moreira morreu depois de ter sido violentamente agredido e sufocado com fita isoladora. Também o seu irmão Manuel foi agredido. Segundo a acusação do MP, o assalto terá rendido entre 250 mil e 300 mil euros.

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