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Câmara da Figueira da Foz diz que "clima de insegurança" em zona de bares "não pode continuar"

Na madrugada deste domingo ocorreu um tiroteio.
Lusa 24 de Outubro de 2021 às 17:13
Santana Lopes, presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz
Santana Lopes, presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz FOTO: Rui Minderico
A Câmara Municipal da Figueira da Foz considera que "o clima de insegurança" numa zona de bares da cidade onde na madrugada deste domingo se registou um tiroteio e agressões "não pode continuar", manifestando-se determinada a agir com "firmeza".

Em nota de imprensa, o gabinete da presidência da autarquia litoral do distrito de Coimbra alude aos "lamentáveis e graves incidentes, com disparos e agressões" ocorridos na madrugada de hoje na zona turística do Bairro Novo, perto do Casino, duas situações distintas, uma delas que provocou três feridos.

"Com o devido equilíbrio e com a devida firmeza, agiremos nesse sentido com determinação", acrescenta a nota emitida pelo gabinete da presidência da autarquia.

No texto, o município informa que o presidente da câmara Pedro Santana Lopes "já entrou em contacto com uma das vítimas, marido de outra pessoa agredida", tendo ainda solicitado a um vereador que se deslocasse à PSP, onde se "reuniu com o oficial de dia".

A PSP da Figueira da Foz está a investigar um tiroteio ocorrido na madrugada de hoje, cerca das 03:00, na zona turística do Bairro Novo, sem provocar feridos, bem como uma outra situação, uma hora mais tarde, a poucas dezenas de metros, que resultou na agressão de um casal, proprietário de um bar e de uma funcionária do estabelecimento.

No anterior mandato autárquico, a Câmara Municipal elaborou o projeto e caderno de encargos para a instalação de um sistema de videovigilância no Bairro Novo, cujo concurso não chegou a ser lançado, aparentemente por se estar em final de mandato e transitou para o atual executivo.

O projeto de videovigilância incluía a instalação de 16 câmaras ligadas à PSP da Figueira da Foz - com quem a autarquia estabeleceu um protocolo nesse sentido, em articulação com o comando distrital daquela polícia - e pressupunha que o equipamento estivesse ativo em determinados horários de maior afluência à zona do Bairro Novo.

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