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Correio da Manhã

Portugal

Carlos Quaresma nega prática de burla

É acusado de ficar indevidamente com 265 mil euros, num esquema com material ortopédico que vinha da Suécia.
João Mira Godinho 23 de Novembro de 2018 às 09:36
Carlos Quaresma
Carlos Quaresma
Carlos Quaresma
Carlos Quaresma foi futebolista e ainda candidato à presidência do Benfica
 Tribunal de Faro
Tribunal de Faro
Tribunal de Faro
Carlos Quaresma
Carlos Quaresma
Carlos Quaresma
Carlos Quaresma foi futebolista e ainda candidato à presidência do Benfica
 Tribunal de Faro
Tribunal de Faro
Tribunal de Faro
Carlos Quaresma
Carlos Quaresma
Carlos Quaresma
Carlos Quaresma foi futebolista e ainda candidato à presidência do Benfica
 Tribunal de Faro
Tribunal de Faro
Tribunal de Faro
Asegunda sessão do julgamento de Carlos Quaresma, acusado de burla a 31 autarquias e instituições, num esquema com material ortopédico proveniente da Suécia, realizou-se esta quinta-feira, no Tribunal de Faro. No mesmo dia em que o homem, antigo candidato à presidência do Benfica, negou a prática de qualquer crime.

Quaresma, 63 anos, garante que as verbas que cobrou pelo transporte do material (cerca de 13 mil euros a cada), era o valor real exigido pela AGAPE - a associação sueca que recolhia e doava o material. "Nunca ninguém reclamou e as instituições têm todas as faturas corretas", defende, sublinhando que o custo se referia ao material expedido em cada camião, que carregava dez ou mais toneladas de bens.

A acusação argumenta que a AGAPE apenas cobrava 3 mil euros pelo transporte, acrescidos de 1300 euros para despesas com o armazenamento do material. O homem, que é acusado de ficar indevidamente com 265 mil euros, com as verbas que cobrava a câmaras e instituições, argumenta que "não podia receber dinheiro a mais pelo transporte, porque vinha tudo por transferência bancária e, se ficasse com o dinheiro, era logo incriminado [na Suécia]".

À semelhança da primeira sessão, na segunda foram ouvidos responsáveis das câmaras e instituições que se dizem burladas, a maioria por videoconferência, uma vez que são de vários pontos do País. Quaresma, que vive na Suécia, pediu dispensa do julgamento por motivos de saúde e foi inquirido por cartas rogatórias enviadas para aquele país.

PORMENORES
Arquivamento
Em 2013, o Ministério Público sueco arquivou um inquérito contra Carlos Quaresma, por suspeitas do mesmo crime, e também relacionado com a atividade da associação AGAPE.

Falso presidente
A acusação diz que Quaresma se ofereceu como voluntário à AGAPE e, depois, apresentava-se como presidente da associação, e que abriu uma conta em seu nome para receber as verbas.

35 crimes
Carlos Quaresma responde no Tribunal de Faro por 35 crimes de burla qualificada. No Algarve, entre as instituições e autarquias lesadas apenas figura a Câmara de Vila Real de Santo António.
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