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Correio da Manhã

Portugal
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“Cheguei a agarrá-los mas o mar levou-os”

Amigo de Ricardo Costa e de Daniel Pereira conta como os tentou salvar da morte no mar, em Espinho.
Paulo Jorge Duarte 13 de Junho de 2017 às 01:30
Daniel Pereira, 19 anos
Ricardo Costa da mesma idade
Familiares e amigos das duas vítimas estiveram ontem na praia à espera de notícias
Equipas de apoio psicológico ajudam os familiares
Colegas de Ricardo Costa depositaram uma coroa de flores na praia
Daniel Pereira, 19 anos
Ricardo Costa da mesma idade
Familiares e amigos das duas vítimas estiveram ontem na praia à espera de notícias
Equipas de apoio psicológico ajudam os familiares
Colegas de Ricardo Costa depositaram uma coroa de flores na praia
Daniel Pereira, 19 anos
Ricardo Costa da mesma idade
Familiares e amigos das duas vítimas estiveram ontem na praia à espera de notícias
Equipas de apoio psicológico ajudam os familiares
Colegas de Ricardo Costa depositaram uma coroa de flores na praia
"Fui atrás deles, ainda cheguei a agarrá-los, mas já não consegui tirá-los, tal era a corrente, e o mar levou-os. Foi terrível ver os meus amigos serem engolidos pela água". Daniel Costa estava com os dois jovens que desapareceram no mar da praia da Costa Verde, Espinho, e esteve ontem, no areal, à espera de notícias. As buscas, realizadas no final da tarde de domingo e durante todo o dia de ontem, foram infrutíferas. Serão retomadas hoje.

"Nós vamos juntos para todo o lado, ainda há dias o Ricardo me veio ajudar a mudar de casa, e agora aconteceu isto. Ontem [domingo], ainda discutimos para onde íamos passar a tarde e acabámos por vir para aqui. O que nos havia de acontecer. Tínhamos combinado tantas coisas e não vamos fazer nada", lamentou Daniel Costa, de lágrimas nos olhos.

Vários familiares de Ricardo Costa e de Daniel Pereira, ambos de 19 anos, passaram o dia de ontem junto à praia. Estão a receber apoio psicológico desde o desaparecimento no mar. Ao final da tarde, o irmão de Ricardo Costa e cerca de 50 colegas da academia de kickboxing Warriors Night dirigiram-se à praia, onde depositaram uma coroa de flores. Estavam inconsoláveis.

As buscas, que iniciaram às 08h00 de ontem e que se prolongaram até ao pôr do sol, não trouxeram novidades. "Até ao momento, não fizemos qualquer deteção de nenhum corpo", informou, ao início da noite, o comandante Rodrigues Campos, capitão do Porto do Douro. Polícia Marítima, Bombeiros de Espinho e da Aguda, Instituto de Socorros a Náufragos, um helicóptero e a patrulha da Marinha estiveram envolvidos nas operações de busca, alargadas até quatro quilómetros para Sul e um quilómetro para Norte, bem como por terra, junto à linha de costa.

Os dois amigos estavam a jogar futebol e foram buscar a bola junto à zona de rebentação. Foram engolidos pelo mar.
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