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Correio da Manhã

Portugal
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Conheça as procuradoras que mandaram vigiar jornalistas

Andrea Marques e Fernanda Pêgo trabalham no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa.
Tânia Laranjo e Débora Carvalho 14 de Janeiro de 2021 às 09:00
Andrea Marques e Fernanda Pêgo
Andrea Marques e Fernanda Pêgo FOTO: Direitos Reservados
Andrea Marques e Fernanda Pêgo são as duas procuradoras do DIAP de Lisboa que pediram à PSP que vigiasse jornalistas do CM e da Sábado, em relação ao caso E-Toupeira. Conheça as duas magistradas.

Andrea Marques
A procuradora-adjunta é uma perfeita desconhecida da opinião pública, embora tenha assinado recentemente a acusação contra os colégios GPS - cujo julgamento se aproxima. Há vários anos que trabalha no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa e faz equipa com o procurador Valter Alves. Não assina a acusação do processo E-Toupeira, mas também ela acompanhou a investigação. Tal como Fernanda Pêgo, não gostou que a competência da investigação ao futebol passasse para o DCIAP.

Fernanda Pêgo
A procuradora-geral-adjunta foi nomeada para exercer as funções de Diretora do DIAP de Lisboa em setembro de 2017, em substituição de Maria José Morgado. A magistrada, que nasceu em 1954, em Angola, tem uma liderança polémica que tem criado várias guerras no interior do DIAP. Tem mais de três décadas de serviço do Ministério Público, mas foi com desconforto que viu o DCIAP ‘roubar’ ao DIAP as investigações do mundo do futebol. Ficou apenas o processo E-Toupeira, os restantes mudaram de mãos.

Conhecer contactos para chegar à fuga
O DIAP diz que foi "de extrema relevância probatória" compreender que tipo de contactos os jornalistas tinham com "fontes do processo".

Procuradoras vão três vezes à PJ
Foram realizadas três buscas à Polícia Judiciária - em junho, setembro e dezembro de 2019. Na última, foi apreendido o telemóvel de Pedro Fonseca, investigador da PJ.

Fotografado à porta do DCIAP
Entre abril e junho de 2018, a PSP seguiu, pelo menos, os passos de Carlos Lima, fotografando-o num encontro ocasional com um procurador do DCIAP.
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