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Correio da Manhã

Portugal
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PJ detém suspeitos de autoria de incêndios florestais e urbanos

Homens, um reformado e outro sem ocupação profissional, viriam a atear fogos desde 2018 de forma reiterada.
Correio da Manhã 18 de Outubro de 2021 às 14:39
Polícia Judiciária investiga o caso
Polícia Judiciária investiga o caso
Dois homens de 66 e 57 anos foram detidos, ao longo das duas últimas semanas, por suspeita de serem autores de incêndios florestais e em prédios urbanos. 

De acordo com um comunicado da Polícia Judiciária, que deteve os suspeitos através do Departamento de Investigação Criminal da Guarda, os dois homens agiam de forma reiterada, individualmente. Os crimes ocorreram entre 2018 e este ano em florestas e prédios "geralmente desabitados"

No caso dos incêndios florestais, ocorriam "essencialmente na zona do Parque Natural da Serra da Estrela, entre os quilómetros 25 e 30 da Estrada Nacional n.º 339, sobretudo desde agosto de 2020, com pequenos focos ateados com recurso a engenhos incendiários improvisados, os quais, uma vez detetados, foram sendo eficazmente debelados pelos bombeiros acionados para o local", explica o comunicado. Destes incêndios é suspeito o homem de 66 anos que é reformado. 

"Ficou sujeito às medidas de coação de apresentações policiais trissemanais, proibição de saída do concelho de residência e obrigatoriedade de submissão a tratamento psiquiátrico", acrescenta comunicado. 

Relativamente aos fogos em prédios, estes vinham a acontecer já desde 2018, "tendo por alvo casas de habitação desabitadas ou mesmo já com evidentes sinais de abandono e/ou ruína, situadas essencialmente na localidade de Rabaçal, no Município da Meda". 

O suspeito destes tem 56 anos e não possui atualmente qualquer profissão habitual conhecida. Ficou igualmente sujeito às medidas de coação de apresentações policiais trissemanais e obrigatoriedade de submissão a tratamento psiquiátrico, assim como proibido de entrar em casas abandonadas.

O último destes incêndios, em 11 de outubro deste ano, apresentou risco de propagação às habitações contíguas, algumas das quais habitadas e inseridas no centro da localidade do Rabaçal.
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