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Correio da Manhã

Portugal
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Dois funcionários do IMT e 32 inspetores dos Centros de Inspeção suspensos

PSP detido no caso obrigado a pagar multa.
Correio da Manhã e Lusa 2 de Julho de 2022 às 13:01
Sede do IMT
Sede do IMT FOTO: CMTV

A Polícia de Segurança Pública anunciou, este sábado, que os dois funcionários do Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) e os 32 inspetores dos Centros de Inspeção detidos por suspeitas de corrupção foram suspensos de funções depois de serem presentes a primeiro interrogatório judicial. 

Quatro outros suspeitos, incluindo o agente da PSP também detido durante a investigação, têm ainda de pagar cauções no valor de 300 mil euros, 150 mil euros, 10 mil euros e sete mil euros. 

Segundo o Ministério Público "as detenções e as buscas tiveram lugar em diversas zonas do país, nomeadamente, nas localidades de Cacém, Azambuja, Seixal, Lagoa, Vila Nova de Famalicão, Amarante e Odivelas. Em causa estão factos, praticados desde meados de 2017 até ao presente, suscetíveis de integrar múltiplos crimes de corrupção passiva para ato ilícito, corrupção ativa para ato ilícito e falsificação de documento na forma agravada,  todos relacionados com a atividade de inspeção técnica de veículos."

Encontra-se indiciado que, através desta atividade, foram implementadas práticas consistentes na aprovação de veículos sem a anotação das deficiências que tinham ou sem a adoção dos procedimentos de inspeção legalmente obrigatórios, tendo em vista atrair clientes e, em consequência, aumentar o número de inspeções e as correspondentes receitas.

No âmbito da operação foram ainda apreendidos 4.311,51 euros em numerário, 41 telemóveis e dados informáticos considerados "processualmente relevantes" para a investigação.

A força de segurança referiu que a operação policial decorreu de uma investigação iniciada em 2017, estando em causa crimes de corrupção e falsificação de documento agravada relacionada com a atividade de inspeção periódica de veículos.

Também segundo o Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) do Ministério Público (MP), "encontra-se indiciado que, através desta atividade, foram implementadas práticas consistentes na aprovação de veículos sem a anotação das deficiências que tinham ou sem a adoção dos procedimentos de inspeção legalmente obrigatórios, tendo em vista atrair clientes e, em consequência, aumentar o número de inspeções e as correspondentes receitas".

O inquérito encontra-se em segredo de justiça.

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