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Correio da Manhã

Portugal
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Dúvidas com perícias deixam parada investigação a homicídio de jovem asfixiado

Processo foi enviado para o Brasil em 2018, mas o principal suspeito nunca foi julgado.
Rui Pando Gomes 29 de Agosto de 2020 às 09:57
Sérgio Lapa junto à campa do filho
Joaquim Lara Pinto está em liberdade
Rodrigo tinha 15 anos
Sérgio Lapa junto à campa do filho
Joaquim Lara Pinto está em liberdade
Rodrigo tinha 15 anos
Sérgio Lapa junto à campa do filho
Joaquim Lara Pinto está em liberdade
Rodrigo tinha 15 anos
As autoridades brasileiras pediram esclarecimentos sobre perícias efetuadas em Portugal, durante a investigação ao homicídio de Rodrigo Lapa, de 15 anos, após o processo ter sido enviado para o Brasil, em 2018.

O caso está parado e o suspeito - Joaquim Lara Pinto, padrasto da vítima - está em liberdade, após ter apresentado um atestado médico alegando insanidade mental.

Rodrigo desapareceu em Portimão no dia 22 de fevereiro de 2016 e o corpo foi encontrado a 2 de março, num terreno em frente à casa onde vivia com a mãe e o padrasto. O jovem foi agredido e asfixiado. Mais de quatro anos depois, o pai do jovem ainda espera por justiça.

“Ele não é maluco, ele está é a gozar com os portugueses. O processo está parado, mas se fosse o filho do Presidente isto já estava resolvido”, lamentou ao CM Sérgio Lapa.

O advogado do pai de Rodrigo, Pedro Proença, garante que “as autoridades brasileiras têm tudo para levar o suspeito a julgamento”. O padrasto alegou “insanidade mental com um atestado médico sem qualquer valor pericial” e o processo “está congelado”.

A Procuradoria-Geral da República confirmou ao CM que o processo foi remetido às autoridades brasileiras “em julho de 2018”. Depois disso, “foram solicitados alguns esclarecimentos relativos a perícias efetuadas em Portugal, que foram devidamente encaminhados pelo Departamento de Investigação e Ação Penal de Portimão”.

O CM questionou o Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul, Estado do Brasil onde vive Joaquim Lara Pinto, mas não obteve respostas.

Saiba mais
Bolsonaro e Moro
O advogado Pedro Proença manifestou preocupação ao embaixador do Brasil em Portugal e enviou cartas ao presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, e ao ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro.

Pressão
Pedro Proença e Sérgio Lapa exigem que o Governo e a Procuradoria-Geral da República façam pressão e mostrem o seu descontentamento às autoridades brasileiras para que se faça justiça.

40
anos de cadeia é a pena máxima a que Joaquim Lara Pinto pode ser condenado no Brasil, caso seja julgado pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
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