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Correio da Manhã

Portugal
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"Falta de efetivo da GNR no distrito de Portalegre é gritante", denuncia Associação dos Profissionais da Guarda

A APG critica ainda o alheamento dos responsáveis políticos da região.
João C. Rodrigues 22 de Setembro de 2021 às 16:25
APG/GNR em protesto
APG/GNR em protesto FOTO: Lusa

O maior sindicato da GNR alertou esta quarta-feira para a falta de efetivo no distrito de Portalegre, "um problema comum a todo o território nacional, mas que assume maior gravidade nas zonas do interior do País". Segundo a Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR), "nesta região estão em maior número os postos que não possuem patrulhas às ocorrências em alguns turnos, sendo humanamente é impossível prestar um serviço de policiamento preventivo e de proximidade".

Ao CM, o coordenador da Região Sul da APG, António Barreira, lamenta que "o Ministério da Administração Interna não considere como urgente a gravíssima situação que atravessa o distrito de Portalegre, tal como a generalidade do Alentejo". Para o responsável, esta situação "não pode ser alheia à própria Instituição, na medida em que a desadequada gestão de recursos humanos, que não privilegia a componente operacional da Guarda, é fator agravante do problema existente".

A APG critica ainda o alheamento dos responsáveis políticos da região. "No último ano diligenciámos junto da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA) e dos municípios que representa, numa reunião e através de três ofícios, onde era solicitada a sua intervenção junto da Tutela, não só para dar a conhecer a realidade objetiva da segurança pública neste distrito, mas também para que, em conjunto com a APG, fosse reforçada a posição de necessidade de reforço do efetivo". No entanto, "até à data a APG não obteve resposta" sobre um problema que "em simultâneo afeta o desenvolvimento da região".

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