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Correio da Manhã

Portugal
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GNR desmantela esquema de burla e falsificação de documentos no Alentejo

Presumível suspeito foi identificado na passada segunda-feira, em Montemor-o-Novo, Évora.
Lusa 1 de Setembro de 2021 às 16:45
GNR
GNR FOTO: Pedro Brutt Pacheco
A GNR desmantelou um esquema de burla e falsificação de documentos para obtenção ilícita de créditos, ao identificar o presumível autor, um homem de 22 anos, em Montemor-o-Novo (Évora), anunciou aquela força de segurança.

O suspeito de burla e falsificação de documentos foi identificado na segunda-feira, através do Destacamento Territorial de Loulé da GNR, revelou o Comando Territorial de Faro desta força de segurança, em comunicado.

No decorrer da ação, foi ainda detido o seu pai, de 48 anos, por tráfico de estupefacientes.

"No âmbito de uma investigação, que decorria há cerca de dois meses, por crimes de burla e falsificação de documentos, foi possível apurar a existência de um esquema organizado fraudulento, que atuava com vista à obtenção ilícita de créditos", disse a GNR.

Através deste esquema, eram falsificados "boletins de vencimento e declarações de entidades patronais", permitindo o "enriquecimento ilegítimo e causando prejuízos patrimoniais junto de empresas de crédito", acrescentou.

"No decorrer das diligências de investigação foi dado cumprimento a dois mandados de busca domiciliária", que permitiram apreender 25 doses de canábis, 15 doses de haxixe, um pé de canábis com 2,40 metros de altura e várias cabeças de canábis.

A Guarda apreendeu ainda diversa documentação falsificada usada para a obtenção de créditos, quatro telemóveis e 230 euros em numerário.

Contactada pela Lusa, fonte do Comando Territorial de Faro da GNR explicou que o suspeito do esquema de burla e falsificação "tinha associadas duas moradas, que foram visadas nas buscas, a sua e a do pai", em Montemor-o-Novo.

"Em relação ao pai, só se conseguiu provar a posse dos produtos estupefacientes", mas as investigações relacionadas com o caso "prosseguem".

Por indicação do Ministério Público, este homem foi constituído arguido e libertado, sob termo de identidade e residência.

Os factos ligados a este esquema foram remetidos ao Tribunal Judicial de Loulé.

A ação policial de segunda-feira contou com o reforço do Comando Territorial de Évora.

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