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Correio da Manhã

Portugal
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Homem detido em Braga por burlar jovens futebolistas de Angola e Brasil

Suspeito terá conseguido pagamentos de alguns jogadores a troco de falsas promessas de contratos.
Lusa 28 de Janeiro de 2022 às 12:59
Serviço de Estrangeiros e Fronteiras
Serviço de Estrangeiros e Fronteiras FOTO: Direitos Reservados
O homem detido em Braga por alegado auxílio à imigração ilegal é suspeito de aliciar e burlar jovens promessas do futebol, sobretudo de Angola e do Brasil, disse esta sexta-feira fonte do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) à Lusa.

Segundo a fonte, os jovens viriam para Portugal com a promessa de que jogariam em determinados clubes, mas no fundo tinham apenas a oportunidade de se "mostrarem", em treinos.

Os que agradassem ficavam, os outros seriam "abandonados à sua sorte".

O suspeito terá ainda conseguido pagamentos de alguns jogadores a troco de falsas promessas de contratos.

De 47 anos e natural de Angola, o suspeito foi detido na quinta-feira e está indiciado por crimes de auxílio à imigração ilegal, burla qualificada e falsificação de documentos.

De acordo com a fonte do SEF, o suspeito usaria documentos "forjados", em nome de alguns clubes, sobretudo dos distritos de Braga e do Porto, para facilitar a entrada dos jovens em Portugal.

Em causa estão jovens essencialmente entre os 18 e os 21 anos, mas também haverá alguns mais novos.

A investigação estava em curso desde 2020, tendo na quinta-feira sido dado cumprimento a dois mandados de busca, uma em domicílio e a outra numa empresa.

"Foi apreendida documentação que poderá corroborar a prova já existente no processo", refere um comunicado do SEF.

O suspeito foi presente ao Tribunal de Instrução Criminal de Guimarães, que lhe aplicou as medidas de coação de apresentações periódicas semanais em posto policial, proibição de saída de território nacional com entrega de passaporte ao tribunal e proibição de contactos com outros suspeitos.

O tribunal fixou ainda a entrega de 5.000 euros, a título de caução.

A operação foi desenvolvida por onze inspetores do SEF.

Segundo fonte do SEF, a investigação vai continuar.

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