Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal

Homem que assassinou rival está em fuga há mais de seis anos

Justiça não conseguiu localizar atirador, que terá fugido para França depois do crime.
Fátima Vilaça 6 de Outubro de 2019 às 01:30
A carregar o vídeo ...
Justiça não conseguiu localizar atirador, que terá fugido para França depois do crime.
Na madrugada em que matou o rival a tiro de caçadeira, em Viana do Castelo, Valdemar Silva - conhecido pela alcunha ‘Nonó’ - fugiu sem deixar rasto. Terá viajado para França, com apoio de familiares, e até hoje, mais de seis anos depois da morte de Jorge Albano de Matos - conhecido por ‘Cuba’ -, o homicida, considerado "perigoso" pelas autoridades, continua a monte.

Apesar de nunca ter sido localizado, foi formalmente acusado por um crime de homicídio qualificado e chegou a ter julgamento marcado. Foi considerado contumaz e o processo está suspenso até o homicida ser localizado.

A família de ‘Cuba’ não se conforma. Quer que o homicida pague pelo que fez, que seja julgado e condenado. "Foi emitido um mandado de detenção europeu e, a partir daí, o processo parou", adiantou ao CM o advogado da família. Morais da Fonte acrescenta ainda que foram dadas à investigação pistas sobre "o possível paradeiro" de Valdemar Silva, mas ainda assim, o homicida - que estará a trabalhar num país europeu - continua por localizar.

Valdemar Silva, que completou 35 anos na sexta-feira, executou Jorge Matos com um único disparo de caçadeira à queima-roupa contra o peito, à porta da casa onde vivia, em Monserrate, no concelho de Viana do Castelo, a 15 de janeiro de 2013. A vítima tinha ido procurar ‘Nonó’ para vingar uma agressão à navalhada feita a um irmão, uma hora antes. O homicida já o aguardava de caçadeira na mão.n
Ver comentários