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Correio da Manhã

Portugal
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Hospital despede enfermeira cúmplice no desmembramento de jovem no Algarve

Mariana Fonseca ajudou namorada a esconder cadáver de jovem assassinado.
Magali Pinto 1 de Dezembro de 2021 às 09:40
Mariana Fonseca
Diogo Gonçalves
Mariana Fonseca
Diogo Gonçalves
Mariana Fonseca
Diogo Gonçalves
Mariana Fonseca, a enfermeira que foi absolvida do homicídio e desmembramento de um jovem, no Algarve, tentou regressar ao trabalho no Hospital de Lagos no dia imediatamente a seguir à decisão que a tirou da cadeia, em abril deste ano. Mas a administração da unidade hospitalar não permitiu o regresso. Despediu-a devido aos dias que faltou ao serviço, correspondentes ao tempo em que esteve em prisão preventiva.

A enfermeira, que chegou a estar acusada de homicídio qualificado, recorreu para o Tribunal do Trabalho, que lhe deu agora razão - o hospital devia ter aberto processo disciplinar aquando das primeiras faltas injustificadas. E nessa sequência, Mariana Fonseca avançou com uma ação em que pede ao hospital cerca de 50 mil euros de indemnização por despedimento ilícito.

Mariana Fonseca passou vários meses presa na cadeia de Tires. Foi acusada por homicídio qualificado, mas no dia da leitura da sentença os juízes fizeram cair esse crime, condenando-a apenas a uma pena suspensa de quatro anos de prisão por profanação de cadáver, burla informática e peculato.

Já a agora ex-namorada, Maria Malveiro, foi condenada à pena máxima - 25 anos de cadeia.

O crime contra Diogo Gonçalves chocou o País. O jovem tinha apenas 21 anos quando foi atraído para a morte. Foi assassinado por asfixia e depois desmembrado por Maria Malveiro. Diogo tinha recebido 70 mil euros pela morte da mãe. Foi esse o móbil do crime.
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