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Correio da Manhã

Portugal

Inação da Força Aérea vai custar nove milhões de euros ao Estado para combater fogos

Vai ser necessário contratar pilotos para combater os incêndios porque a Força Aérea não formou aqueles de que necessitava.
SÁBADO 27 de Janeiro de 2022 às 20:12
Militar da Força Aérea
Militar da Força Aérea FOTO: Manuel Cascalheira
A Força Aérea Portuguesa publicou, em dezembro de 2021, um concurso no valor de 9,3 milhões de euros para a contratação de pilotos de três helicópteros ligeiros de combate aos fogos de 2023 a 2026. Isto apesar de, em 2018, o Governo de António Costa ter definido que seria a Força Aérea Portuguesa (FAP) a assegurar, por meios próprios, a operação dos voos de combate aos incêndios a partir de 2019. No entanto, a formação de novos pilotos não avançou nos últimos três anos, o que impediu os militares de assumirem esta responsabilidade e fez com que tivessem de recorrer a privados. Contactada pela SÁBADO na segunda-feira à noite sobre a necessidade de contratar privados, a Força Aérea não deu ainda uma resposta.

A decisão de que a operação de todos os meios aéreos de combate a incêndios deviam passar a ser operados pela Força Aérea Portuguesa, através de meios próprios, em vez de serem operados pela Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), foi tomada em 2018 pelo governo de António Costa, que tinha então Azeredo Lopes como ministro da Defesa. A resolução do Conselho de Ministros datada de 23 de outubro de 2018 definia que ficaria a Força Aérea encarregue de assegurar os procedimentos para "operação, manutenção, a gestão e, quando necessário, a reposição da aeronavegabilidade das aeronaves do Estado" a partir de 1 de janeiro de 2019. Essa mesma resolução previa que "o comando e a gestão centralizados dos meios aéreos no âmbito das missões de Proteção Civil" passasse da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) para a Força Aérea Portuguesa (FAP).

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