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Correio da Manhã

Portugal
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Mário Machado vai trabalhar em escritório de advogados em liberdade condicional

Antigo dirigente da Frente Nacional concluiu o curso de direito durante a década em que esteve preso.
22 de Maio de 2017 às 13:31
Mário Machado, antido dirigente da Frente Nacional
Mário Machado, antido dirigente da Frente Nacional
Mário Machado, antido dirigente da Frente Nacional
Mário Machado, antido dirigente da Frente Nacional
Mário Machado, antido dirigente da Frente Nacional
Mário Machado, antido dirigente da Frente Nacional
O antigo dirigente da Frente Nacional Mário Machado saiu em liberdade condicional na última quinta-feira, após uma década preso, período em que concluiu o curso de Direito da Universidade Autónoma, disse à agência Lusa o seu advogado.

José Manuel Castro adiantou que Mário Machado, "não obstante não ter abdicado das suas ideias, não tenciona desenvolver qualquer atividade política".

O advogado esclareceu também que Mário Machado "não está proibido de dar entrevistas", mas que "por opção própria" e com a concordância do advogado vai adotar uma postura "low profile" e recusar qualquer entrevista, pelo menos nos próximos tempos.

Mário Machado, que concluiu o curso de Direito na cadeia, vai trabalhar num escritório de advogados de Lisboa, não ainda como causídico porque falta realizar o estágio da Ordem.

Durante a liberdade condicional, o antigo líder do movimento Portugal Hammerskins (PHS), de 40 anos e pai de três filhos, será acompanhado pelos serviços Instituto de Reinserção Social.

José Manuel Castro salientou que Mário Machado esteve preso durante 10 anos e foi o recluso pós-25 de Abril que mais tempo esteve numa prisão de alta segurança (três anos), com "fundamentos mais que duvidosos".

O advogado disse esperar que a liberdade condicional permita a Mário Machado "recuperar a sua vida".

O líder nacionalista esteve perto de sair em liberdade condicional em junho do ano passado, após cumprir 5/6 de uma pena unitária de 10 anos por condenações relacionadas com discriminação racial, coação agravada, posse ilegal de arma e ofensa à integridade física qualificada, mais a condenação a dois anos e nove meses de prisão num outro processo por tentativa de extorsão. 

Nesse último julgamento, o advogado rejeitou, em declarações aos jornalistas, que Mário Machado seja racista, nazi e ultranacionalista, observando que o seu constituinte se assume como "nacionalista" e com um projeto político.
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