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Correio da Manhã

Portugal

Mariscadores contra novos viveiros na ria Formosa

Comunidade teme a exploração exaustiva dos bivalves.
Tiago Griff 2 de Dezembro de 2019 às 08:44
Exploração está prevista para uma área de 10 hectares na ria Formosa
Exploração está prevista para uma área de 10 hectares na ria Formosa FOTO: Direitos Reservados

A comunidade piscatória da ilha da Culatra, em Faro, contestou este domingo a intenção da instalação de uma exploração aquícola para produção de ostras e amêijoa-boa na ria Formosa, cujo pedido de construção, feito pela empresa Bivalvia - Mariscos da Formosa, já foi entregue na Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimas.

"Vemos no concessionamento comercial requerido para uma área de cerca de 10 hectares nada mais do que um objetivo empresarial de exploração intensiva e exaustiva do frágil ecossistema da ria", referiu a Associação de Moradores da Ilha da Culatra.

A comunidade piscatória entende ainda que, se o projeto andar para a frente, vai pôr em causa a "preservação de um equilíbrio natural" que é "responsável pela única forma de subsistência de muitos viveiristas e mariscadores" que não têm qualquer tipo de concessão viveirista.

PORMENORES 
Riqueza natural
O local na ria Formosa onde querem instalar a exploração viveirista é uma área identificada como zona de banco natural de moluscos bivalves. Vai ocupar uma área de 10 hectares no Parque Natural da Ria Formosa e será destinada ao crescimento de ostra portuguesa e japonesa, bem como de amêijoa-boa.

Ria de Alvor
Para a ria de Alvor, no concelho de Portimão, há também um pedido para a exploração de ostras e amêijoa-boa, numa área de 0,7 hectares, apresentado pela empresa Alvostral.

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